

A EDP Renováveis (EDPR) registou uma produção de 11,3 TWh no primeiro trimestre, um aumento homólogo de 3% (mais 0,4 TWh), sustentado por uma capacidade instalada de 20,5 GW e por recursos renováveis acima da média na América do Norte e na Europa, segundo dados operacionais previsionais comunicados à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) esta sexta-feira, 17.
A energia solar foi o principal motor do crescimento relativo, representando 20% da produção total, enquanto a eólica manteve‑se dominante com 80%. Regionalmente, a América do Norte contribuiu com 59% da produção e a Europa com 29%.
Na América do Norte, a produção subiu 2% em termos homólogos, impulsionada sobretudo pelas novas adições de capacidade. Na Europa, o aumento foi de 5%, suportado por recursos superiores ao normal — nomeadamente as tempestades na Península Ibérica — que compensaram parcialmente os efeitos de curtailment (interrupções de fornecimento) e o impacto líquido de -0,1 GW resultante de adições e rotatividade de ativos.
Outras regiões tiveram desempenhos distintos. Exemplo disso é o caso da Ásia‑Pacífico, que cresceu 24% graças às adições e a recursos acima da média, enquanto a produção na América do Sul se manteve estável, penalizada por recursos mais fracos que afetaram as novas entradas.
Em termos de capacidade, a EDPR adicionou 2,0 GW brutos nos últimos 12 meses — 1,1 GW na América do Norte (53%) e 0,7 GW na Europa (35%) — correspondendo a 87% das adições. A distribuição por tecnologia foi de 1,0 GW solar (50%), 0,6 GW eólico onshore (27%), 0,3 GW em BESS (17%) e 0,1 GW eólico offshore (6%).
A rotação de ativos totalizou 0,9 GW, cerca de metade das adições brutas, resultando num acréscimo líquido de 1,2 GW na capacidade instalada face ao período homólogo. No trimestre, a EDPR concluiu a venda de um portefólio eólico onshore de 150 MW, adiando para o segundo semestre a maior parte das transações de rotatividade previstas.
Em março, a capacidade em construção era de 1,9 GW (+0,3 GW desde dezembro de 2025), dos quais predominam projetos solares (0,8 GW) e BESS (0,5 GW) nos EUA, 0,3 GW de onshore na Europa e 0,4 GW de offshore ligados a projetos da Ocean Winds em França e Polónia. A empresa assegurou ainda 0,4 GW de projetos solares nos EUA.
No indicador de recursos, o portefólio da EDPR apresentou um Fator de Capacidade Bruta médio de longo prazo de 100% no trimestre (-1 pp face a 101% no 1.º trimestre de 2025), com desempenhos sobretudo positivos na Europa (+3 pp), América do Norte (+1 pp) e Ásia‑Pacífico (+1 pp), e uma queda relevante na América do Sul, em particular no Brasil (-16 pp).