Quota das marcas automóveis estrangeiras na China cai abaixo de 25% pela primeira vez

A percentagem inclui também as joint ventures', como a que a Dongfeng mantém com a japonesa Nissan. A empresa chinesa classifica a situação como "inimaginável há apenas três anos".
Quota das marcas automóveis estrangeiras na China cai abaixo de 25% pela primeira vez
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A quota de mercado dos fabricantes estrangeiros de automóveis na China caiu este ano abaixo dos 25% pela primeira vez, devido ao rápido crescimento das marcas chinesas, sobretudo no segmento dos elétricos, segundo dados citados esta terça-feira pela imprensa local.

De acordo com a estimativa apresentada recentemente por Wang Qian, diretor-geral adjunto da fabricante automóvel chinesa Dongfeng, durante um fórum do setor, a percentagem inclui também as joint ventures', como a que a Dongfeng mantém com a japonesa Nissan, classificando a situação como "inimaginável há apenas três anos".

O responsável afirmou que o crescimento do mercado chinês de veículos elétricos pôs fim ao modelo tradicional do setor, em que os fabricantes estrangeiros forneciam a tecnologia e os parceiros chineses asseguravam a distribuição e vantagens de custos, em troca do acesso a um mercado de grande dimensão.

Dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) mostram que os fabricantes estrangeiros e as suas empresas conjuntas com parceiros locais controlavam mais de 60% do mercado chinês em 2020.

Essa quota caiu para 28% no primeiro semestre deste ano, um valor ligeiramente superior à estimativa apresentada por Wang.

Segundo o portal de notícias Yicai, todas as grandes marcas estrangeiras registaram quedas significativas nas vendas na China entre janeiro e junho.

A Volkswagen viu as vendas recuar 26%, enquanto as japonesas Toyota, Nissan e Honda registaram descidas de 17%, 15% e 35%, respetivamente.

O segmento de luxo também foi afetado, com as vendas da Mercedes-Benz a caírem 28% em termos homólogos no primeiro semestre, enquanto a Audi e a BMW registaram descidas de 19% e 20%, respetivamente.

Perante este cenário, os fabricantes estrangeiros estão a acelerar a localização das suas operações na China, atribuindo maior autonomia às equipas locais na tomada de decisões e no desenvolvimento tecnológico, numa tentativa de recuperar competitividade e responder mais rapidamente às mudanças do mercado.

Segundo Wang, a empresa conjunta Dongfeng Nissan conseguiu aumentar as vendas em 192% em termos homólogos depois de elevar a proporção de veículos elétricos nas vendas totais de 7% para 30% este ano, após o lançamento de três novos modelos elétricos.

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