Rearmar a Europa para deixar de depender dos EUA custaria 840 mil milhões de euros

A dependência dos Estados Unidos continua a ser elevada, em função das importações feitas no passado, mas a indústria de armamento europeia trabalha para tornar o continente autossuficiente.
Rearmar a Europa para deixar de depender dos EUA custaria 840 mil milhões de euros
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Os países europeus continuam a depender, em grande medida, das empresas norte-americanas. No entanto, o contexto geopolítico alterou-se, pelo que a Europa vai em busca de se rearmar, em nome da própria independência.

As pressões dos Estados Unidos da América sobre os aliados da NATO resultam numa corrida ao armamento, com elevados investimentos por toda a Europa. Tudo somado, o custo de substituir todo o equipamento e armas produzidas nos EUA por aquilo que é produzido na Europa deverá custar um bilião de dólares (840 mil milhões de euros, à escala de câmbio atual).

As contas são do think tank do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, que se especializa nas áreas de Defesa e guerra. Em causa está uma análise através da qual se conclui que a capacidade de produção dos estados europeus está muito atrás dos pares americanos. Porém, a mudança de perspetivas está a alterar o quadro e promete continuar a fazê-lo.

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O rearmamento da Europa teve início em 2022, aquando da invasão da Ucrânia pela Rússia. Desde então, foram várias as indústrias que registaram grandes desenvolvimentos, desde os mísseis aos drones. A alemã Rheinmetall, por exemplo, inaugurou ou está a construir 16 fábricas desde aquele ano, ao passo que a MBDA (o maior fabricante de mísseis na Europa) aumentou a cadeia de produção dos mísseis de curto-alcance Mistral, de um máximo de 10 para 40 por mês.

Ainda assim, continua a haver uma grande dependência dos EUA. Na quarta-feira, o presidente da Finlândia, Alexander Stubb alertou que a frota de aviões produzidos nos EUA importada por aquele país não poderia voar durante muito tempo sem a manutenção e as atualizações de hardware, que só podem ser proporcionadas pelos norte-americanos.

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