Receita do jogo online sobe 11,6% para 297,1 milhões no terceiro trimestre

As plataformas de casino e apostas desportivas registaram um disparo na receita bruta. O Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) gerou 89,8 milhões para os cofres do Estado.
Receita do jogo online sobe 11,6% para 297,1 milhões no terceiro trimestre
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A atividade dos operadores de jogo ‘online’ gerou 297,1 milhões de euros de receita no terceiro trimestre do ano passado, um aumento de 11,6% relativamente ao mesmo período de 2024, foi anunciado esta segunda-feira, 12 de janeiro.

“A atividade dos operadores de jogo ‘online’ em Portugal, no terceiro trimestre de 2025, gerou uma receita bruta de 297,1 milhões de euros – um crescimento de 3,5% face ao segundo trimestre e de 11,6% face ao trimestre homólogo”, segundo uma análise da Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO) ao relatório do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ).

No entanto, este é o crescimento mais baixo de sempre num terceiro trimestre.

O Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) contribuiu com 89,8 milhões de euros para a receita fiscal do Estado, mais 8,8% em comparação com o mesmo período de 2024.

No período em análise, o volume de jogo em apostas de desporto subiu 4,4%, em comparação com o período homólogo, e 10,3% face ao trimestre anterior, devido à diminuição da margem das entidades licenciadas para 19,8%, quando, nos últimos três trimestres, tinha estado entre 22,9% e 25,9%.

Por sua vez, as receitas brutas de casino ascenderam 12,7% em comparação com o mesmo trimestre de 2024.

O número de contas de utilizadores ativas baixou 3,9% em termos homólogos, mas cresceu 0,9% em relação ao trimestre anterior.

O número de novos registos cedeu 22,7% no período homólogo e o número de novas contas autoexcluídas recuou 4,4%.

Os jogadores com menos de 45 anos representam 77,4% do total de registos, enquanto o registo de novos jogadores com entre 18 e 24 anos representam 32,4% do total.

Lisboa (21,8%) e Porto (21%) são os distritos com o maior número de registos de jogadores.

Seguem-se Setúbal, Braga e Aveiro, que representam, em conjunto, 24,2% do total.

Já 0,1% dos registos correspondem a jogadores que têm residência fora de Portugal.

“Os dados obtidos com a análise ao terceiro trimestre de 2025, de forma geral, vêm confirmar a expectativa do setor: uma tendência de desaceleração de crescimento no mercado que se justifica pelo amadurecimento do mesmo. Consideramos que esta é uma variável que se deverá manter, especialmente se não se dificultar o acesso ao mercado ilegal (que absorve 40% dos jogadores) e se nada for feito para tornar o produto mais competitivo face à oferta internacional”, afirmou, citado em comunicado, o presidente da APAJO, Ricardo Domingues.

São membros da APAJO a BacanaPlay, Betano, Betclic, Bwin, Casino Portugal, ESC Online, Evolution, IGT - International Game Tecnology, Omega Systems, Playtech, Pokerstars e a Solverde.pt.

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