Receitas da L'Oréal crescem 3,6% para 12.2 mil milhões no 1º. trimestre

Descontando o efeito das taxas de câmbio e as variações no perímetro contabilístico da empresa, as vendas comparáveis do grupo francês até março registaram um aumento de 7,6%.
Receitas da L'Oréal crescem 3,6% para 12.2 mil milhões no 1º. trimestre
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As receitas do grupo francês L'Oréal atingiram os 12.152 milhões de euros, no primeiro trimestre de 2026, representando um aumento homólogo de 3,6%, anunciou esta quinta-feira, 23, a multinacional de cosmética.

Descontando o efeito das taxas de câmbio e as variações no perímetro contabilístico da empresa, as vendas comparáveis da L'Oréal até março registaram um aumento de 7,6%.

As vendas na Europa aumentaram no trimestre 11,5% em termos homólogos, para 4.365 milhões, 2% na América do Norte, com 3.032 milhões, e na América Latina cresceram 5,1%, para 858 milhões.

No caso de África, o crescimento foi de 12,1%, bem como no sul da Ásia e no Médio Oriente, com 1.210 milhões, enquanto na Ásia do Norte diminuíram 9%, para 2.687 milhões.

No que diz respeito ao consumo no Médio Oriente, a empresa reconheceu que este foi afetado desde o início do conflito, especialmente nos Emirados Árabes Unidos, enquanto a Arábia Saudita demonstrou resiliência, acrescentando que, em toda a região, o comércio eletrónico continuou a ser um motor de crescimento.

As receitas provenientes da venda de produtos profissionais aumentaram 14,5%, atingindo 1.462 milhões, 2,1% na área de consumo, com 4.368 milhões, 0,3% no negócio de luxo, para 4.107 milhões, e 6,2% no de beleza dermatológica, para 2.215 milhões.

“A L'Oréal teve um excelente início”, afirmou o presidente executivo (CEO), Nicolas Hieronimus, destacando que o desempenho da empresa não só superou o do mercado da beleza, como acelerou o aumento da quota de mercado em todo o mundo, pelo que, apesar das atuais incertezas geopolíticas e macroeconómicas, a empresa está otimista quanto às perspetivas do mercado global da beleza.

Segundo o CEO da L'Oréal, na Europa, embora os consumidores estejam preocupados e tenham inquietações, podem reduzir as despesas em artigos de alto valor, mas utilizam a beleza como compensação face ao ‘stress’ e como amortecedor psicológico.

O executivo sublinhou que a multinacional manteve-se muito atenta nas últimas semanas para verificar se o aumento do custo dos combustíveis em consequência do conflito no Irão teve algum impacto no comportamento do consumidor, referindo não ter observado qualquer alteração nos padrões de consumo de produtos de beleza.

Desta forma, a empresa francesa está confiante de que tanto o mercado como a L'Oréal “crescerão mais rapidamente em 2026 do que em 2025”.

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