

As receitas da MEO subiram 1,3% em 2025 para 2,8 mil milhões de euros, um desempenho que foi impulsionado pelos segmentos Consumo e Serviços Empresariais e pelo negócio da energia, divulgou hoje a empresa.
"As receitas registaram um crescimento de 1,3% face ao período homólogo, desempenho suportado por um aumento de 5,0% no segmento Consumo, impulsionado pelo negócio da energia, que mitigou parcialmente a pressão sobre o ARPU (receita média por cliente) telco num contexto de elevada competitividade", refere a MEO.
Foram ainda impulsionadas pelo "crescimento de 3,5% das receitas do segmento de Serviços Empresariais, excluindo a performance da Altice Labs e a perda progressiva do MVNO [operador móvel virtual]", acrescenta a empresa liderada por Ana Figueiredo.
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) "situou-se em 947 milhões de euros, refletindo uma diminuição homóloga de 4,8%".
A Meo adianta que, "excluindo os resultados da Altice Labs e perda progressiva do MVNO, o EBITDA decresce 1,2% penalizado pelo impacto na receita da pressão sentida no ARPU telco e pelo aumento de custos decorrentes da inflação".
Quanto ao investimento, este "atingiu 403 milhões de euros, refletindo o compromisso contínuo da MEO na expansão e modernização das suas redes e infraestruturas, garantindo níveis de excelência e segurança no serviço prestado aos clientes residenciais e empresariais".
Em dezembro, a MEO tinha 6,7 milhões de casas cobertas por fibra ótica e a "cobertura populacional da rede móvel atingiu níveis elevados, de 99,98% na rede 4G e de 97,22% na tecnologia 5G", refere a empresa.
Em 2025, a MEO lançou "um programa de transformação transversal, mobilizador e destinado a reforçar a agilidade e a eficiência da organização, bem como a otimizar operações e processos, com foco na simplificação, digitalização e IA [inteligência artificial], evidenciando a sua capacidade de resiliência e resposta a um contexto de intensa concorrência. O futuro exige foco estratégico, inovação e disciplina".
No quarto trimestre, "as receitas totalizaram 737 milhões de euros, representando um crescimento homólogo de 1,6%", e o EBITDA "situou-se em 230 milhões de euros, refletindo um declínio de 0,6% face a igual período de 2024".
Já o investimento somou 111 milhões de euros entre outubro e dezembro, uma redução homóloga de 13,9%.
De acordo com a MEO, "excluindo o impacto da Altice Labs e a perda progressiva do MVNO, o crescimento das receitas atingiu 2,7% face ao registado no mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA registou um aumento de 0,9%".
A base total de RGU [unidades geradoras de receitas] fixos e móveis "atingiu 13,3 milhões, no final de 2025".
Segundo a empresa, "o crescimento homólogo verificado em televisão por subscrição e banda larga fixa foi de 0,7% e 1,3%, respetivamente, contribuindo para fortalecer o portefólio de serviços fixos" no último trimestre.
A base de clientes pós-paga subiu 4,2% em termos homólogos, "refletindo uma procura consistente".
Por segmentos, no Consumo, as receitas subiram 4,4% no último trimestre de 2025 para 398 milhões de euros. As receitas de serviço cresceram 3,5%, "suportadas no aumento da base de clientes convergentes em fibra, no serviço móvel pós-pago e nas sinergias associadas à MEO Energia".
No total de 2025, as receitas do segmento Consumo totalizaram "1.508 milhões de euros, refletindo um crescimento homólogo de 5,0%", e as receitas de Serviço "registaram um incremento de 5,3%".
O negócio MEO Energia "demonstra a sua capacidade de adaptação e resposta a um cenário de elevada competitividade e volatilidade do mercado", tendo as receitas registado um aumento de 139% face ao ano anterior", com a base total de clientes finais a aumentar de 145 mil, no final de 2024, para 223 mil no final de 2025, traduzindo-se em 78 mil novas adesões líquidas".
As receitas do segmento de Serviços Empresariais subiram 0,4% no quarto trimestre para 339 milhões de euros, "quando excluídos os resultados da Altice Labs e a perda progressiva do MVNO".
No total do ano, as receitas somaram "1.303 milhões de euros e aumentaram 3,5% no negócio ‘core’, ou seja, já excluindo o impacto da performance da Altice Labs e a perda progressiva do MVNO".
CEO diz que resultados são rampa de lançamento para MEO mais ágil e preparada para o futuro
A presidente executiva (CEO) da MEO, Ana Figueiredo, afirma que os resultados de 2025, ano em que as receitas subiram 1,3%, são a rampa de lançamento para uma empresa mais ágil e preparada para o futuro.
"No ano passado, a Meo alcançou receitas de 2.811 milhões de euros, um crescimento de 1,3% face ao ano anterior, impulsionado sobretudo pelo dinamismo do segmento Consumo — que cresceu 5,0%, apoiado no forte desempenho da MEO Energia — e pelo aumento de 3,5% das receitas do segmento de Serviços Empresariais", afirma a executiva, no comunicado dos resultados.
Os dados de 2025 "demonstram que a MEO está a executar, com rigor e consistência, a estratégia que definimos para transformar a empresa numa plataforma de serviços digitais, preparada para competir num setor em rápida mudança e assumir-se como uma techCo (technology company) de referência", prossegue a CEO.
O investimento somou 403 milhões de euros, "reforçando o compromisso contínuo da MEO com a expansão e modernização das suas redes e infraestruturas, essenciais para sustentar a qualidade de serviço e a evolução tecnológica do país", adianta, referindo que no ano passado a MEO acelerou a transformação e consolidou a estratégia de diversificação, "com destaque para o forte crescimento da MEO Energia, que duplicou receitas e aumentou a base de clientes de 145 mil para 223 mil, com 78 mil novas adesões líquidas".
"Alcançámos uma quota de 4,0% do mercado energético português, em número de clientes, com a MEO Energia a ser o fornecedor com maior crescimento anual no mercado", destaca Ana Figueiredo, salientando que estes resultados "ganham ainda mais significado à luz da passagem da depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição sem precedentes, atingindo infraestruturas críticas em todo o país e colocando as telecomunicações no centro da resposta nacional".
A empresa "enfrentou danos de grande magnitude, com milhares de quilómetros de fibra, postes e torres afetados, e mesmo assim assegurou a reposição rápida dos serviços essenciais, graças ao trabalho incansável de centenas de profissionais no terreno", enfatiza a CEO.
Além disso, no ano passado, a MEO anunciou a "expansão do centro de redes (carrier house) de Linda-a-Velha, fortalecendo a capacidade de acolher tráfego internacional e aumentar a resiliência das ligações transatlânticas".
Paralelamente, "avançámos com a criação de uma nova 'landing station' na região do Porto, um investimento estratégico que permitirá diversificar pontos de entrada no país, melhorar a redundância da infraestrutura nacional e atrair novos cabos submarinos para o território português".
O percurso da MEO nacional enquadra-se num contexto europeu onde o setor "representa já 4,7% do PIB" da Europa, "mas enfrenta queda de investimento, regressão da rentabilidade e uma fragmentação que impede a escala necessária para modernizar redes e sustentar a próxima vaga de inovação".
Ana Figueiredo adverte, uma vez mais, que "sem uma reforma profunda — no Digital Networks Act [DNA - Lei das Redes Digitais] e na política de concorrência — a Europa continuará a perder terreno face aos EUA e Ásia".
A MEO "está pronta para continuar a investir, inovar, liderar e servir o país, num contexto que promova condições favoráveis ao investimento" e "para ser mais do que um operador e afirmar-se como uma plataforma de tecnologia, serviços digitais e dados, capaz de construir soluções que elevam o potencial das pessoas, das empresas e das instituições públicas", sublinha a CEO.
Aliás, "2026 será um ano de execução e aceleração, em que os resultados de 2025 são a rampa de lançamento para o que queremos construir: uma MEO mais ágil, mais digital, mais inteligente e mais preparada para o futuro", remata.