Receitas do Mama Shelter Lisboa mantêm-se perto dos dez milhões em 2025

No que diz respeito à taxa de ocupação do hotel, houve um crescimento dos 75,9% em 2024 para 76,2% no último ano.
Receitas do Mama Shelter Lisboa mantêm-se perto dos dez milhões em 2025
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O Mama Shelter Lisboa obteve receitas de quase dez milhões de euros em 2025, o mesmo nível de 2024, e com a taxa de ocupação a subir acima dos 76%, disse o proprietário à Lusa.

"O balanço de 2025 é extremamente positivo e de consolidação. Houve uma manutenção das receitas próximas dos 10 milhões de euros entre 2024 e 2025. O nosso objetivo mantém-se em atingir e consolidar este patamar. A nossa estratégia em 2025 focou-se numa 'profitabilidade' [rentabilidade] acrescida da operação, um objetivo que foi alcançado com sucesso", disse Julien Leroy, em respostas escritas, à Lusa.

Já sobre a evolução da taxa de ocupação do hotel, o responsável disse que houve um crescimento dos 75,9% em 2024 para 76,2% em 2025, um valor que considera "bastante positivo num mercado tão competitivo e que "confirma a consolidação sólida" da ocupação da unidade hoteleira de Lisboa, disse.

"Contudo, o dado que melhor define a nossa identidade é o equilíbrio das receitas ('Revenue Split'), que se situa num perfeito 50/50 entre Alojamento e F&B ['Food and Beverage', alimentação e bebidas]", sublinha o proprietário.

O equilíbrio entre as ofertas de F&B e alojamento continua a ser "mais do que uma prioridade estratégica (...), a razão de ser e o princípio fundamental da marca" Mama Shelter.

"A nossa filosofia desde o primeiro dia é ser um espaço de convívio e de comunidade, e não apenas um lugar para dormir. Gostamos de dizer que um Mama Shelter é um 'restaurante com quartos por cima'. Significa que a qualidade da nossa oferta de 'Food & Beverage' e o nosso papel como ponto de encontro local são tão cruciais para a nossa identidade quanto a excelência da nossa oferta de alojamento", descreve.

Já sobre a origem dos turistas que elegem o Mama Shelter Lisboa, refere que "a maioria dos hóspedes é internacional, com o mercado francês a ter o maior peso, seguido pelos hóspedes portugueses em segundo lugar".

Na parte do restaurante, o mercado nacional "tem um peso muito significativo".

"No almoço, servimos muitas pessoas do bairro e da comunidade local, ao jantar, o público é misto, mas com mais de 80% de portugueses. No rooftop conseguimos um equilíbrio perfeito, com uma divisão de aproximadamente 50% portugueses e 50% estrangeiros a usufruir do espaço", explica.

"Em resumo, somos um hotel com foco internacional, mas o Mama Shelter Lisboa é claramente um espaço de lazer com uma forte e desejada âncora local, especialmente nas nossas áreas de 'Food & Beverage'", acrescenta Julien Leroy.

Assim, diz que os mercados internacionais mais relevantes são a América Latina, EUA, Reino Unido, Alemanha e França.

Questionado sobre a rentabilidade dos vários segmentos da marca, entre alojamento, restaurante, rooftop, Atelier Penthouse, o responsável diz que se olhar "estritamente para as margens, o alojamento e o Atelier Penthouse são, naturalmente, as dimensões mais rentáveis".

"No entanto, no Mama Shelter não fazemos essa análise de forma isolada. A nossa forte oferta de 'F&B' (no restaurante e rooftop) funciona como um motor de atração fundamental: a dinâmica e a popularidade destes espaços valorizam a marca e geram efeitos muito positivos na ocupação dos quartos e na venda de eventos corporativos. É um ecossistema onde o 'lifestyle' alimenta a rentabilidade", conclui.

Sobre perspetivas para este ano, diz que vão continuar "o ritmo de inovação constante", com novos produtos de F&B e programação.

"Além disso, continuamos a expandir a experiência da marca para fora das quatro paredes do hotel com o lançamento de linhas exclusivas de roupa da nossa loja, e inclusive uma loja online. Temos já três coleções que só se encontram no Mama Lisboa: Surf, Beach e Azulejo. São coleções que celebram o estilo de vida português, a nossa ligação ao mar e à cultura local, permitindo aos clientes levar um pouco do espírito 'Mama' consigo", acrescenta Julien Leroy.

O Mama Shelter Lisboa, marca ligada ao Grupo Accor, foi inaugurado em janeiro de 2022.

Entrada no segmento negócios supera previsões e hotel no Porto vai acontecer

O proprietário do Mama Shelter Lisboa afirma que a entrada no segmento de turismo de negócios em 2025 superou expectativas e que a expansão para o Porto vai acontecer.

Uma das novidades do Mama Shelter Lisboa, uma marca ligada ao Grupo Accor, em abril de 2025 foi a abertura do Atelier Penthouse, que permitiu ao hotel entrar no segmento de turismo de negócios, onde se englobam as reuniões de empresas, congressos, a que o setor denomina de MICE (Meeting Incentives, Conferences and Exhibitions).

"Correu excecionalmente bem, superando as nossas melhores expectativas. Estamos muito orgulhosos do Atelier Penthouse, um espaço que encontrou sucesso rapidamente devido à sua enorme versatilidade. O balanço é duplamente positivo: primeiro, pela flexibilidade. Conseguimos acolher desde seminários corporativos para 100 pessoas sentadas e jantares privados com serviço exclusivo, até formatos mais criativos e 'lifestyle', como 'Dinettes', pop-up stores de marcas e até aulas de Yoga aos fins de semana seguidas do nosso brunch", começa por dizer Julien Leroy, numa resposta escrita à Lusa.

E em segundo lugar, acrescentou, pelo impacto financeiro. "Estimamos que este novo espaço tenha gerado um volume de negócios superior a 100 mil euros, se considerarmos a sinergia direta e o efeito multiplicador que cria sobre o consumo de 'F&B' [Food and Beverage, alimentação e bebidas] e a venda de quartos".

O responsável diz que eventos profissionais de grande escala, "como o Web Summit e a Non-Fungible Conference (NFC), consolidaram a cidade como um polo importante na agenda internacional".

"Estes eventos trazem um público de negócios de alto valor, para o qual desenvolvemos uma oferta dedicada: mais do que alojamento, oferecemos soluções completas com salas de reuniões equipadas (os nossos Pátio, Penthouse, Atelier) e espaços privados", explica.

O Mama Shelter Lisboa obteve receitas de quase 10 milhões de euros em 2025, o mesmo nível de 2024, e com a taxa de ocupação a subir acima dos 76%.

Sobre o plano para abertura de outros hotéis da marca em Portugal, nomeadamente na Invicta, como já tinha admitido, diz que se mantém.

"Sem dúvida. O sucesso e o carinho com que fomos recebidos em Lisboa provaram que Portugal tem uma sintonia perfeita com o espírito da marca. O Porto é, naturalmente, o próximo passo lógico. É uma cidade vibrante e com caráter, que adoramos. Posso dizer que está a caminho, é um projeto que vai acontecer, mas a data oficial de abertura ainda está a ser definida", garantiu.

O Mama Shelter Lisboa foi inaugurado em janeiro de 2022 e Julien Leroy diz que a maior conquista nestes quatro anos foi sentir que conquistaram "o coração dos lisboetas, transformando o Mama Shelter não só num destino para hóspedes internacionais, mas num genuíno ponto de encontro local".

O responsável diz que nestes quatro anos a capital "assistiu a um crescimento acentuado da oferta", o que os obriga, acrescenta, a ter "propostas diferenciadas através de novidades contínuas e experiências completas".

Também "o aparecimento e crescimento exponencial de festivais e iniciativas culturais - MOGA, Boom, NOS Alive, etc - transformaram Lisboa numa cidade ainda mais dinâmica. No Mama Shelter, vivemos isto intensamente porque temos um alinhamento de 100% com a temática musical, que faz parte do nosso ADN. Tornámo-nos, por isso, o parceiro natural destes eventos: não somos apenas o hotel dos festivaleiros, somos também a escolha preferencial para o 'housing' dos DJs e artistas", conclui.

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Mama Shelter: inaugurar em Lisboa a piscar o olho ao Porto

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