

A eDreams anunciou resultados sólidos nos primeiros nove meses do exercício fiscal de 2026 (terminados a 31 de dezembro de 2025), com o EBITDA ajustado (receitas antes de juros, impostos, depreciação e amortização) a subir 74%, para 138,4 milhões de euros, e o lucro líquido ajustado a quadruplicar para 63,8 milhões, face aos 14,5 milhões do período homólogo.
As receitas líquidas aceleraram para 40,3 milhões, contra 4,1 milhões no ano anterior, representando um crescimento de 883%. O crescimento operacional traduziu‑se igualmente numa melhoria do cash flow: o caixa líquido das atividades operacionais atingiu 79,1 milhões, mais 3,1 milhões em relação ao exercício anterior.
A base de subscritores Prime cresceu 13% em termos homólogos, adicionando 468.000 membros nos nove meses e chegando a mais de 7,8 milhões em Janeiro de 2026. A receita associada ao Prime passou a representar 75% da margem de receitas cash da empresa, um aumento de oito pontos percentuais.
A eDreams diz manter o compromisso de um programa de recompra de ações de 100 milhões de euros até setembro de 2027, sendo que no 3.º trimestre foram recomprados 23 milhões e, até 3 de fevereiro, foram canceladas ações equivalentes a 9,4% do capital social.
A empresa afirma estar no caminho para cumprir ou superar as metas para 2026, com 7,9 milhões de membros, 172,9 milhões de euros de EBITDA ajustado e 155 milhões de Cash EBITDA.
Sobre a estratégia de expansão, o CEO Dana Dunne declara, citado em comunicado, que a empresa está "a capitalizar este impulso" para assegurar e manter a "posição de liderança global a longo prazo, evoluindo para uma plataforma verdadeiramente abrangente de ‘all‑travel’".