

A Renault anunciou, esta quinta-feira, 19 de fevereiro, que teve um prejuízo de 10,9 mil milhões de euros, revertendo um lucro de 752 milhões no ano anterior. A principal causa foi o impacto financeiro da participação na Nissan. Sem este efeito, o lucro teria sido de 715 milhões de euros.
Apesar do cenário negativo, a faturação subiu 3%, atingindo 57,8 mil milhões, impulsionada pelo desenvolvimento internacional e pela eletrificação da gama.
A Renault mantém, assim, uma visão otimista para o futuro e planeia revelar a sua nova estratégia industrial a 10 de março.
Para 2026, a marca prepara lançamentos importantes, incluindo o novo Clio, Twingo E-Tech, Trafic e modelos elétricos da Dacia.
Internacionalmente, o Renault Boreal chegará à América Latina e Turquia, enquanto o Duster e o Filante serão lançados na Índia e Coreia do Sul, respectivamente.
A Renault estabeleceu uma meta de margem operacional de 5,5% para este ano, apostando na redução de custos e no crescimento da faturação.
A médio prazo, visa uma margem operacional entre 5% e 7% e uma libertação de tesouraria de 1,5 mil milhões anuais.
Em 2025, a margem operacional do setor automóvel foi de 3,6 mil milhões, afetada negativamente pela cotação do peso argentino. A Renault vendeu 2,3 milhões de veículos, um aumento de 3,2%, destacando-se o crescimento fora da Europa, especialmente na América Latina, Coreia do Sul e Marrocos.
As vendas de veículos elétricos na Europa subiram 77,3%, representando 14% do total, enquanto os híbridos cresceram 35,2%, atingindo 30% das vendas.