Rendibilidade das empresas mantém-se em 9,2% no 3.º trimestre

No capítulo da autonomia financeira, esta chegou aos 45,7% no terceiro trimestre do ano passado, subindo 0,8 p.p. em termos homólogos, para o máximo desde o início da série, em 2006.
Rendibilidade das empresas mantém-se em 9,2% no 3.º trimestre
Publicado a

A rendibilidade das empresas portuguesas atingiu os 9,2% no terceiro trimestre de 2025, um valor equivalente ao registado no período homólogo do ano anterior, enquanto a autonomia financeira subiu para 45,7% no mesmo período, divulgou esta terça-feira, 6, o BdP.

“No terceiro trimestre de 2025, a rendibilidade das empresas ― medida pela relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo ― foi de 9,2%, valor igual ao registado no período homólogo”, referem as estatísticas das empresas da central de balanços, hoje divulgadas pelo Banco de Portugal (BdP).

Uma análise setorial assinala que a rendibilidade do ativo teve descidas nas indústrias (-1,0 p.p.) e eletricidade e água (-0,5 p.p.) e subidas na construção (0,7 p.p.) sedes sociais (0,7 p.p.), comércio (0,4 p.p.) e outros serviços (0,3 p.p.), mantendo-se nos transportes e armazenagem.

No total entre as empresas privadas, a rendibilidade foi positiva, mantendo-se em 9,3%, em termos homólogos, enquanto nas empresas públicas houve uma descida de 0,7 p.p. para 6,3%.

No capítulo da autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, esta chegou aos 45,7% no terceiro trimestre do ano passado, subindo 0,8 p.p. em termos homólogos, para o máximo desde o início da série, em 2006.

Dentro do setor privado, face ao trimestre homólogo, a autonomia financeira, que reflete a retenção de resultados pelas empresas, subiu em todos os setores, destacando-se as subidas 1,6 p.p. na eletricidade e água e 1,1 p.p. no comércio.

Entre as empresas públicas, a autonomia financeira desceu de 37,8% entre julho e setembro de 2024, para 37,3% nos mesmos meses de 2025.

A autonomia financeira das pequenas e médias empresas subiu 1,0 p.p., para 45,4% e nas grandes empresas 0,4 p.p., para 41,2%.

O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo recuou de 27,2% para 26,8% no mesmo período, enquanto os custos dos financiamentos recuaram de 5,0% para 4,6%.

A cobertura dos gastos de financiamento das empresas, uma “medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento” aumentou de 6,7 vezes para 7,4 vezes.

image-fallback
Rendibilidade das empresas sobe para 8,1% no segundo trimestre

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt