Rússia admite quebra nas receitas de petróleo e gás

A Rússia garante que “a estabilidade da economia está absolutamente garantida”, ainda que o peso das receitas de petróleo e gás no orçamento federal tenha caído para metade.
Porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov
Porta-voz do Kremlin, Dmitri PeskovEPA/VALERIY SHARIFULIN/SPUTNIK/KREMLIN POOL
Publicado a

A Presidência da Federação Russa reconheceu esta quinta-feira, 26, uma quebra nas receitas de petróleo e gás, setores que têm sustentado a economia de Moscovo, devido às sanções às empresas russas por causa da invasão da Ucrânia de há quatro anos.

"Há uma diminuição das receitas do petróleo e do gás e esta ‘baixa’ é parcialmente compensada por um aumento das receitas não relacionadas com aqueles setores”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na conferência diária via telefone.

Peskov declarou que “a estabilidade da economia russa está absolutamente garantida”, tendo o orçamento federal 393 mil milhões de rublos (43,3 mil milhões de euros) em receitas de petróleo e gás, em janeiro deste ano, 50,2% menos do que no mesmo período do ano passado, segundo relatório do Ministério das Finanças russo.

O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, indicou que as receitas do setor energético vão representar menos de 20% do orçamento federal em 2026 e também admitiu que, em 2025, as receitas da Rússia com a venda de petróleo e gás caiu 23,8%.

As sanções impostas à Federação Russa após o início da guerra na Ucrânia dirigiram-se às suas exportações de petróleo e gás, das quais a economia russa é bastante dependente.

Os Estados Unidos impuseram sanções às empresas petrolíferas russas Lukoil e Rosneft, no final de 2025, o que, segundo Washington, reduziu as receitas russas com a venda de petróleo bruto em aproximadamente 25%.

Porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov
A operação russa de quatro dias leva quatro anos, e sem fim à vista
Porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov
Orbán fura plano de empréstimo à Ucrânia e veta sanções contra a Rússia

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt