

O presidente executivo (CEO) da Ryanair, Michael O'Leary, alertou esta quarta-feira, 1, para a possibilidade de uma interrupção no abastecimento de combustível no início de maio, caso a guerra no Irão se prolongue, o que encareceria o preço dos bilhetes de avião.
Perante a possibilidade de o conflito no Médio Oriente se prolongar até maio, o responsável afirmou estar “confiante de que a guerra terminará antes disso e que os riscos para o abastecimento desaparecerão”, disse à emissora britânica Sky News.
Michael O'Leary salientou que a Ryanair está “razoavelmente bem protegida”, uma vez que tem cerca de 80% do seu combustível adquirido antecipadamente até março de 2027 a um preço de 67 dólares por barril.
Na sua opinião, se o conflito terminar e o estreito de Ormuz for reaberto “em meados de abril, então não haverá risco” para o abastecimento de combustível para a aviação.
No entanto, se a guerra continuar “e a interrupção do abastecimento persistir”, as companhias aéreas acreditam que é possível que cerca de 10, 20 ou 25% dos seus abastecimentos sejam afetados durante maio e junho, indicou o responsável da Ryanair.
O CEO recordou que alguns concorrentes no setor ‘low-cost’, como a Wizz e a easyJet, já cancelaram voos e preveem reduzir a capacidade em aproximadamente 5% durante maio e junho.
A este respeito, O'Leary sublinhou que a Ryanair não cancelou voos, insistiu que o seu abastecimento de combustível está garantido e antecipou que pretende continuar a crescer durante esta crise.
Apesar de tudo, alertou que o risco de preços de bilhetes “significativamente mais elevados” se mantém para os meses de maio, abril e junho.