

O setor cervejeiro assegura 170.283 empregos em Portugal e gera um impacto económico próximo de 7,3 mil milhões de euros, o que representa cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto.
É esta a conclusão do estudo Impacto Socioeconómico do Setor Cervejeiro em Portugal, realizado pela Nova SBE para a APCV — Cervejeiros de Portugal.
O trabalho destaca que a atividade cervejeira cria postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos e que, na prática, por cada emprego direto na indústria se geram 68 empregos na economia nacional.
Este efeito multiplicador explica‑se em grande parte pela forte componente de consumo fora de casa, com cerca de 70% da cerveja consumida através do canal HoReCa, o valor mais elevado na Europa.
Em 2025 a atividade do setor produziu mais de 331 milhões de euros em receitas fiscais diretas através do IVA e do Imposto Especial de Consumo.
O estudo estima ainda um impacto fiscal global de cerca de 2,3 mil milhões de euros quando se consideram impostos diretos e indiretos relacionados com restauração, turismo, agricultura, logística e comércio.
A análise sublinha também elevada complementaridade financeira, apontando que cada euro de Valor Acrescentado Bruto (VAB) gerado diretamente pela indústria, que conta com 100 empresas em Portugal, sendo que 95% são PME, traduz‑se em 18,37 euros de VAB total na economia.
A produção cresceu 1,73% e as vendas aumentaram 0,88 p.p. em 2025.
O destaque vai para a cerveja sem álcool, que cresceu 11,45% e explicou cerca de 27 pontos percentuais do crescimento total do mercado doméstico.
Rui Lopes Ferreira, presidente dos Cervejeiros de Portugal, afirma que a indústria não defende que o imposto deva ser eliminado. "Defendemos previsibilidade. Um congelamento plurianual do IABA permitiria planear investimentos de longo prazo, reforçar compromissos de sustentabilidade e sustentar a cadeia de valor associada ao setor”, acrescenta.