Setor de alimentos congelados cresce para 1,5 mil milhões em 2025, mas défice comercial atinge novo máximo

As exportações aumentaram 7,5% para 716 milhões, mas as importações cresceram ainda mais, 8,7%, até 1,55 mil milhões de euros, segundo um estudo da consultora Informa D&B.
Setor de alimentos congelados cresce para 1,5 mil milhões em 2025, mas défice comercial atinge novo máximo
Paulo Spranger
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Em 2025 os 38 maiores operadores do setor de alimentos congelados facturaram, em conjunto, cerca de 1.545 milhões de euros, o que representa uma subida de 5,4% face a 2024 segundo a estimativa da Informa D&B.

No comércio externo o setor agravou o défice da balança comercial, que passou para 781 milhões de euros em 2025, um novo máximo. As exportações aumentaram 7,5% para 716 milhões, mas as importações cresceram ainda mais, 8,7%, até 1.497 milhões de euros.

A União Europeia passou a concentrar 81% das exportações do setor, contra 78% no ano anterior. Espanha destacou‑se como o principal mercado de destino, com 45% das remessas em 2025, muito à frente de França, Bélgica e Itália. Fora do bloco europeu sobressaíram mercados como o Brasil e a Suíça.

A estrutura empresarial do setor mantém‑se dominada por pequenas empresas. Em 2024 apenas 30 empresas tinham mais de 50 trabalhadores e seis contavam com mais de 250 empregados. As 40 maiores empresas geravam cerca de sete mil empregos em 2024, mais 1,6% do que em 2023, prolongando uma tendência de crescimento do emprego.

Do ponto de vista geográfico os maiores operadores concentram‑se essencialmente em Lisboa, onde se situam nove das 40 maiores empresas, seguidas por Braga com cinco e por Coimbra e Santarém com quatro cada.

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