

No setor das empresas produtoras de equipamento elétrico, 46% das empresas apresentam risco de incumprimento médio — a maior fatia — enquanto 45% têm risco baixo. Os restantes 9% distribuem‑se entre risco elevado (7%) e máximo (2%), refere um estudo da Iberinform, a filial do Crédito y Caución.
A actividade concentra‑se sobretudo nos grandes centros urbanos: Porto (28%), Lisboa (25%), Aveiro (11%), Braga (9%) e Setúbal (5%). Nos distritos de Aveiro, Braga e Porto o risco médio é menos acentuado, apontando para condições operacionais relativamente mais favoráveis nessas zonas.
Relativamente à antiguidade, o sector é heterogéneo: cerca de 30% das empresas têm mais de 25 anos e 20% situam‑se na faixa dos 16–25 anos. Há também espaço para renovação: 9% foram constituídas no último ano e 14% têm entre dois e cinco anos de atividade.
O tecido empresarial é dominado por micro (58%) e pequenas empresas (31%), que perfazem 89% do universo. Porém, médias (7%) e grandes empresas (4%) concentram cerca de 89% do volume de negócios, evidenciando que o peso económico reside sobretudo nos operadores de maior dimensão, com risco de incumprimento substancialmente inferior.
A tesouraria mostra sinais de pressão: o prazo médio de pagamento a fornecedores diminuiu ligeiramente de 62 para 61 dias em 2024, enquanto o prazo médio de recebimento aumentou de 65 para 72 dias, sinalizando maiores dificuldades na cobrança.
No plano económico, o sector registou uma redução de cerca de 421 milhões de euros no volume de negócios face a 2023 e a taxa de exportação caiu 0,6 pontos percentuais em 2024, sugerindo um abrandamento da competitividade externa que recomenda monitorização e medidas para melhorar liquidez e capacidade exportadora, destaca o mesmo relatório.