Shein adia entrada na Bolsa de Hong Kong após falhar Nova Iorque e Londres

A nova data, de 1 de setembro, representa um ligeiro adiamento de quatro dias face ao calendário inicialmente equacionado. Fase de reservas de ações arranca na próxima semana.
A Shein é uma das maiores plataformas de comércio online em todo o mundo
A Shein é uma das maiores plataformas de comércio online em todo o mundoDado Ruvic/Reuters/Arquivo
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A Shein prepara-se para entrar na bolsa de Hong Kong a 1 de setembro, com a fase de reservas de ações a abrir no arranque próxima semana, mais concretamente a 24 de agosto, segundo o South China Morning Post, que cita fontes envolvidas no processo.

A data estipulada pelo gigante do retalho online representa um ligeiro adiamento face ao calendário inicialmente equacionado (28 de agosto de 2026).

A mesma publicação escreve que a Shein ainda não confirmou oficialmente as datas e mantém em negociação parâmetros chave da operação — como dimensões, avaliação e prazos — pelo que estes pontos podem vir a sofrer alterações.

Fontes citadas pelo jornal apontam que a empresa poderá arrecadar entre dois mil e três mil milhões de dólares (cerca de 1,7 a 2,5 mil milhões de euros) através da venda de aproximadamente 342 milhões de ações.

A avaliação esperada para a entrada em Hong Kong situar‑se‑ia abaixo dos 30 mil milhões de dólares (25,6 mil milhões de euros), um corte acentuado face à estimativa de cerca de 98,2 mil milhões de dólares (83,9 mil milhões de euros) atribuída à Shein em 2022 após a sua antepenúltima ronda de financiamento.

A Shein — fundada em Nanjing em 2012 e com sede em Singapura desde 2022 — viu frustrados planos anteriores de listar primeiro em Nova Iorque e, depois, em Londres, tendo neste último caso sido travada por intervenções de reguladores chineses.

A opção por Hong Kong é vista como um compromisso entre o acesso a investidores internacionais e a proximidade às autoridades chinesas.

A operação chega num contexto adverso para o modelo de negócio da Shein. Nos últimos meses a companhia sofreu o impacto do fim da isenção alfandegária para remessas de baixo valor nos Estados Unidos — um pilar do seu fluxo de comércio — e, desde julho de 2026, também da adoção de medidas pela União Europeia destinadas a controlar o volume de importações de baixo custo vindas de plataformas chinesas (entre as quais Temu e AliExpress).

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