

Os sindicatos do setor da banca decidiram anular a paralisação agendada para o dia 30 de novembro, após alcançarem um entendimento para a revisão das tabelas salariais. O acordo estabelece um aumento salarial de 3% para o ano de 2026.
As organizações sindicais informaram esta quarta-feira (28 de outubro), através de uma nota de imprensa conjunta, a conclusão do processo negocial com a Associação Portuguesa de Bancos (APB) e com as Caixas de Crédito Agrícola Mútuo (CCAM) relativo às atualizações salariais para 2026.
A convergência entre as partes foi obtida "após semanas de negociações exigentes e de posições difíceis de aproximar". O consenso alcançado dita uma valorização "de 3% das tabelas salariais, das pensões de reforma" e das restantes cláusulas financeiras que estavam sobre a mesa das negociações, diz o documento.
As estruturas representativas — Mais Sindicato, SNQTB, SBC e SBN — realçaram que "a firmeza sindical e a união dos bancários" permitiram alcançar este desfecho, desmobilizando os protestos e a paralisação nacional agendada para o fim do mês de novembro.
Contudo, o BCP e o Banco Montepio decidiram não aderir a este entendimento, pelo que a greve permanece em vigor nestas duas instituições. Apesar deste impasse, existe uma perspetiva otimista de que as negociações avancem no mesmo sentido nos próximos dias, o que poderá levar à suspensão do protesto também nestas entidades.
Visto que o processamento das remunerações de outubro já se encontra maioritariamente concluído, os bancários abrangidos só deverão ver refletido o incremento de 3% no vencimento de novembro, altura em que serão liquidados os retroativos devidos desde 1 de janeiro de 2026.
As organizações sindicais realçam que este desfecho põe fim a uma fase de negociações especialmente complexa, garantindo que "a defesa dos interesses dos bancários" foi sempre a prioridade ao longo de todo o processo.
Os sindicatos reforçam ainda que o encerramento destas negociações não enfraquece o propósito de exigir melhores "condições salariais e de vida" para os trabalhadores no ativo e pensionistas. A garantia de reformas justas permanece no topo das prioridades do setor, a par da "valorização do trabalho e dos salários".