

Os sindicatos bancários da UGT dizem estar revoltados com o facto de os bancos insistirem num aumento salarial de 2% este ano, considerando em comunicado que essa postura revela "insensibilidade e ganância". Num comunicado intitulado "sem vergonha, banca insiste em 2% de aumento nas tabelas", os sindicatos Mais, SBN e SBC afirmam estar "revoltados com a postura" dos bancos subscritores do acordo coletivo de trabalho do setor bancário pois continuam irredutíveis em aumentos de 2% este ano.
"Não há desculpa para tal insensibilidade e ganância", afirmam os sindicatos, que recordam que o setor tem tido significativos lucros. Os sindicatos acrescentam que não vão arrastar mais a negociação e que, "caso não haja evolução na proposta dos bancos, terão de recorrer a outros mecanismos para garantir a valorização dos salários e pensões", sem indicarem quais. Em 2025, o valor de aumento salarial acordado foi de 2,5%.
Os bancos subscritores do ACT da banca são cerca de 20, caso de Santander Totta, Novo Banco e BPI. Entre os grandes, BCP e Caixa Geral de Depósitos têm contratação própria. Os cinco principais bancos a operar em Portugal (CGD, BCP, Santander Totta, Novo Banco e BPI) tiveram lucros agregados de 1.279 milhões de euros de janeiro a março, mais 4,9% do que nos primeiros três meses de 2025.