

A Sonae Arauco, um dos ativos do portefólio dos herdeiros de Belmiro de Azevedo, elevou para 41% a incorporação de madeira reciclada nos seus produtos fabricados em Portugal em 2025, mais três pontos percentuais face a 2024.
O reforço foi impulsionado pela maior atividade dos centros de reciclagem geridos pela Ecociclo e pela adaptação da unidade de Oliveira do Hospital, que passou a usar cerca de 80% de material reciclado no ano passado.
A empresa, detida em partes iguais pela Efanor e pelos chilenos da Arauco, aplicou 13 milhões de euros num plano de investimentos dirigido a melhorar a capacidade tecnológica dos centros de reciclagem e das fábricas, com vista a consolidar um modelo de bioeconomia circular.
Os centros em Alfena, Seixal e Souselas registaram um crescimento de 10% na madeira recuperada e está prevista a abertura de uma nova unidade em Valença do Minho.
Nuno Calado, Wood Regulation & Sustainability Manager, afirma que “a reciclagem de madeira é um pilar estratégico para a nossa empresa e o aumento contínuo da capacidade de incorporar mais material reciclado, garantindo simultaneamente a qualidade do produto final, demonstra esse compromisso".
O mesmo responsável da empresa acrescenta ainda que no último ano, houve uma valorização de madeira usada "equivalente a cerca de dois milhões de árvores, reforçando a economia circular e prolongando a retenção de dióxido de carbono nos nossos produtos".
A Sonae Arauco está igualmente a desenvolver soluções industriais para integrar até 20% de fibras recicladas em MDF na unidade de Mangualde.
A empresa alerta para o risco económico e ambiental da queima de madeira para produção de energia, defendendo que o uso em aplicações de maior valor acrescentado deve prevalecer, em linha com o princípio europeu do uso em cascata.