

A Sonae intensificou em 2025 a sua presença fora de Portugal, com vendas nos mercados internacionais a totalizar 2,3 mil milhões de euros, um aumento de 45% face a 2024 e de 11% em universo comparável, passando a representar mais de 20% das vendas do grupo.
Este reforço internacional resulta tanto do crescimento orgânico como de operações de consolidação realizadas nos últimos anos, esclarece em comunicado.
O grupo encerrou o ano com 1.070 lojas fora de Portugal, mais 74 do que em 2024, e com mais de 42% do parque de lojas localizado em mercados estrangeiros, sobretudo na Europa.
Entre as insígnias que sustentam esta expansão contam‑se Druni e Arenal (saúde e beleza), Worten (eletrónica, que integra a iServices), Salsa (moda, especialista em denim) e Musti (produtos para animais de companhia), presente em sete geografias e líder em vários mercados nórdicos e bálticos.
A atividade imobiliária internacional é assegurada pela Sierra, que desenvolve e gere centros comerciais e projetos de escritórios e residencial, mantendo parcerias estratégicas, incluindo com o Bankinter para a gestão da ORES, salienta no documento.
Em outubro, a Sierra adquiriu a divisão de Real Estate Management da Unibail‑Rodamco‑Westfield na Alemanha, passando a ser o segundo maior gestor de centros comerciais de terceiros no país. A Sierra integra ainda o grupo de controlo da ALLOS, operador relevante na América Latina.
A Sonae diz ainda que continua a investir em tecnologia através da participada Bright Pixel, que apoia start‑ups nos setores do retalho, telecomunicações e cibersegurança, e opera no fornecimento de ingredientes naturais pela unidade Sparkfood, dirigida a cuidados humanos, animais de companhia e plantas.
Recorde-se que o volume de negócios consolidado do grupo situou‑se em 11,4 mil milhões de euros em 2025, resultado que decorre do crescimento nas vendas e das aquisições internacionais.
Do ponto de vista operacional, os ganhos de eficiência e o crescimento comercial conduziram a um EBITDA subjacente em torno de 1,1 mil milhões de euros e a um EBITDA total próximo de 1,2 mil milhões, sendo o resultado líquido atribuível a acionistas de 247 milhões de euros.