Gonçalo Rebelo de Almeida, CEO do grupo Vila Galé, e Jorge Rebelo de Almeida, fundador e presidente.
Gonçalo Rebelo de Almeida, CEO do grupo Vila Galé, e Jorge Rebelo de Almeida, fundador e presidente.Foto: Gerardo Santos

Vila Galé fatura 321 milhões em 2025 apesar de Portugal não ter "o privilégio de ter um aeroporto em condições"

Na apresentação do balanço do ano passado e de planos em execução, fundador do grupo não poupa críticas à estrutura aeroportuária de Lisboa. Rede hoteleira regista 15% de aumento nas receitas, com mercado brasileiro a crescer mais do que o ibérico pela primeira vez.
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O grupo Vila Galé fechou 2025 com um aumento de 15% nas receitas face ao ano anterior, num saldo total de 321 milhões de euros somando-se os 52 hotéis da rede. Crescimento avaliado como positivo apesar de continuar "a não ter o privilégio de ter um aeroporto em condições ou uma solução intercalar", afirmou o presidente do conselho de administração da empresa, Jorge Rebelo de Almeida, durante a apresentação dos resultados, esta terça-feira, 3 de janeiro, num encontro com jornalistas.

O empresário apelou a uma alternativa ao aeroporto de Lisboa e criticou o projeto da nova infraestrutura em Alcochete. "Nem sequer temos uma informação muito rigorosa de qual é o estado de desenvolvimento desse aeroporto, que é importantíssimo para o país", declarou.

Para o CEO, Gonçalo Rebelo de Almeida, enquanto "Portugal tem uma situação turisticamente estável", mas com Lisboa a dar "sinais" de alguma "estagnação", destacou-se o crescimento do mercado brasileiro, que, pela primeira vez, ficou à frente do ibérico. Enquanto a faturação das unidades em Portugal e Espanha registou um aumento de 8% em 2025 comparativamente a 2024, no Brasil o crescimento foi de 23% no período homólogo.

"No caso do Brasil, são 23% de crescimento na receita, mas são de 12% de crescimento nas taxas de operação. Portanto, o Brasil cresceu nos dois principais indicadores, Portugal cresceu no indicador da receita", afirmou o CEO.

Com 34 empreendimentos em Portugal, 13 no Brasil, quatro em Cuba e um em Espanha, o grupo tem, neste momento, 12 projetos em andamento (seis em Portugal e seis no Brasil), investimentos que somam 210 milhões de euros a concretizar até 2028.

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