

O grupo francês de telecomunicações Orange registou um volume de negócios de 10,1 mil milhões de euros no primeiro trimestre do ano, um aumento homólogo de 1,9%, de acordo com as contas apresentadas esta quinta-feira, 23, pela empresa.
Ao descontar o impacto na faturação de fatores como a taxa de câmbio e as variações no perímetro contabilístico do grupo, até março de 2026, o volume de negócios da Orange registou um avanço comparável de 3,5%, precisou a multinacional.
As receitas da Orange no mercado francês totalizaram 4.397 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 2,3%, enquanto no resto da Europa aumentaram 0,9%, para 1.762 milhões e 12,7% em África e no Médio Oriente, com 2.212 milhões.
O negócio empresarial da operadora francesa nos primeiros três meses do ano registou uma contração de 5,3%, para 1.753 milhões de euros.
O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Orange atingiu 2.601 milhões de euros, mais 4,9% do que nos primeiros três meses do ano anterior ou um aumento de 6,6% em valores comparáveis.
"Os sólidos resultados do primeiro trimestre demonstram tanto o desempenho das equipas como a relevância da estratégia", comentou a presidente executiva (CEO) do Grupo Orange, Christel Heydemann, que destacou que, no contexto atual, a operadora mantém-se forte e resiliente, com uma “exposição limitada aos efeitos da crise no Médio Oriente”.
A executiva afirmou que a aquisição total da MasOrange, cujo fecho está previsto para o final do segundo trimestre, “reforçará ainda mais a posição do Grupo no centro do mercado europeu das telecomunicações”.
A empresa reviu em alta as previsões de EBITDA e confirma os restantes objetivos financeiros para 2026.
A empresa de telecomunicações espera concluir no segundo trimestre a aquisição total da MasOrange em Espanha, “reforçando ainda mais a posição do grupo” no mercado europeu.