Engel & Völkers procura parceiros para expandir rede em Portugal

País é destino privilegiado para investidores, tanto estrangeiros como nacionais, garante a responsável da marca do segmento premium. Chegar a Coimbra, a Évora e à Madeira são objetivos.
Publicado a

A Engel & Völkers (E&V), rede imobiliária que opera no segmento luxo, está à procura de agentes do setor para desenvolver o seu negócio em Portugal, muito assente no sistema de franchising. A agência prevê abrir mais quatro espaços da marca, a somar aos 17 que estão em operação e que cobrem o país de norte a sul. "Já no próximo ano vamos ter uma nova loja na zona de Sintra e ainda estamos à procura de parceiros para desenvolver as zonas de Coimbra, Évora e Madeira", avança Constanza Maya, diretora de expansão da E&V para Espanha, Portugal e Andorra. O imobiliário premium é um nicho de mercado, mas que tem registado bons índices de crescimento, diz, o que levou a marca a fortalecer a sua presença já em 2021, com a abertura de três novas agências.

Segundo Constanza Maya, o racional desta expansão deve-se ao potencial do país, que se tornou um dos principais destinos turísticos da Europa, e que apresenta características ímpares como a hospitalidade, o clima ameno, a segurança e uma excelente qualidade de vida. Com estas vantagens, a que se junta uma oferta a preços muito atrativos em comparação com grandes cidades europeias como Londres, Paris e Roma, Portugal vai continuar a ser um território "privilegiado para investidores, tanto estrangeiros como nacionais, já que há ainda várias zonas do país onde se pode potencializar o imobiliário de luxo", frisa a responsável.

O negócio da E&V vai de vento em popa. De acordo com Constanza Maya, a atividade em Portugal gerou em 2021 "o maior volume de negócios de sempre, com mais de 168 milhões de euros em volume de transações de imóveis premium", tendo batido o recorde de 107 milhões registado em 2019. No ano passado, o preço médio dos imóveis vendidos pela agência ultrapassou os 510 mil euros, uma subida de 8,6% face ao ano anterior. A responsável adianta que os primeiros três meses de 2022 vieram confirmar a tendência de crescimento, "uma vez que fechamos o melhor primeiro trimestre até hoje". Neste contexto, a E&V estima para este exercício um crescimento de 20% no volume de transações.

A multinacional alemã tem em território nacional uma carteira de mais de 2500 propriedades para venda ou arrendamento, sendo que a maior concentração está no sul dada a cobertura da E&V nesta região, onde só no Algarve conta com oito agências. No Norte, a maioria dos ativos em comercialização estão no Porto, Vila Nova de Gaia e no eixo Braga-Guimarães. O portfólio integra produtos como edifícios e terrenos para desenvolvimento de projetos imobiliários, que podem ascender a valores da ordem dos 26 milhões de euros, e casas com preços de 10 milhões em zonas como a Quinta do Lago, no Algarve, Grande Lisboa e Comporta.

Constanza Maya adianta ainda que em Lisboa e no Grande Porto mais de metade dos investidores é português (65%). No Algarve, a percentagem de investimento estrangeiro pode superar os 50% ou até os 65%, dependendo da zona. Em Lagos, os investidores "são na maioria alemães, franceses, britânicos e, nos últimos tempos, vemos uma crescente aposta de investidores americanos nesta região", avança. Já na zona da Quinta do Lago, onde as propriedades têm um valor bastante exclusivo, os clientes são na sua maioria provenientes da Alemanha, Suíça, Bélgica e da região da Escandinávia. Em termos gerais, as cinco nacionalidades que mais procuram adquirir casas em Portugal são os franceses, brasileiros, britânicos, alemães e chineses.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt