A promotora imobiliária EastBanc vai abrir, no início de abril, um novo espaço comercial em Lisboa. Situado no Príncipe Real, no antigo Palácio Condes do Restelo, na Rua Politécnica, n.º 42, o EntreTanto tem um conceito comercial inspirado no da Embaixada.
Inaugurado em setembro, a Embaixada, um edifício neo-árabe recuperado pelo arquiteto Eduardo Souto Moura alberga uma dezena de lojas e um restaurante. Ler mais aqui.
Já a área do futuro EntreTanto será dividida cerca de 20 espaços/lojas. Mas com uma diferença: O destinatário. Enquanto a Embaixada se destina a pessoas que visitam Lisboa, sobretudo turistas, o EntreTanto quer servir os moradores do bairro, oferecendo-lhe serviços de conveniência.
"A nossa ideia é ter serviços que os moradores precisem, como papelaria, lavandaria, sapateiro, arranjos de costura, entre outros", revela Catarina Lopes, diretora-geral da Eastbanc Portugal, ao Dinheiro Vivo.
Ao todo, o edifício que anteriormente foi ocupado pela Interna Empório Casa, e antes desta, em 2007, a exposição do Corpo Humano ("Bodies Exhibition"), terá cerca de 20 lojas.
Há lojas, as mais pequenas, com 20 metros quadrados, que podem custar de aluguer cerca de 700 euros/mês. Ou 70 metros quadrados, como é o caso da loja do designer Nuno Gama, que deverá sair em breve. Esta área pode ser dividida por vários operadores.
O preço de aluguer do espaço do EntreTanto é igual ao da Embaixada: são contratos de 6 meses, em que o metro quadrado custa 30 euros, incluindo serviços de eletricidade, limpeza, manutenção, segurança, gestão ou Internet. Estes continuam, aliás, a ser os grandes argumentos para atrair empreendedores para o EntreTanto.
Na recuperação do edifício que em tempos também foi conhecido por Palacete Castilho foram investidos cerca de 200 mil euros. Bem longe do milhão de euros investidos na conversão da Embaixada, "que tem sido um sucesso", frisa Catarina Lopes.
Apesar de correr bem, este não é o core business da EastBanc. "Ganhámos dinheiro com o negócio imobiliário", revela a responsável. Mas para tal, "acreditamos que a é preciso criar uma dinâmica de valorização do bairro, e estes projetos vão ao encontro desse desejo", diz.
Estes são dois dos 20 edifícios que fazem parte do Príncipe Real Project, criado por Anthony Lanier, 61 anos, um austríaco nascido no Brasil, que vive em Washington, EUA.
Ler mais: Austríaco inaugura primeiro de 20
edifícios no Príncipe Real
Este filho de pai americano, mãe austríaca e casado com uma portuguesa apaixonou-se por Lisboa, concretamente pelo Príncipe Real, razão que o levou a investir na zona desde 2005. Sobretudo em palácios dos finais do século XIX, totalizando um investimento de cerca de 50 milhões de euros.
Um dos próximos projetos é o Palácio Faria, anteriormente arrendado à Liga dos Amigos dos Hospitais. Com um investimento de 4 milhões de euros, esta obra tem a responsabilidade do arquitecto Eduardo Souto Moura.
Com uma área de construção de 2.500 metros quadrados, o edifício permite a construção de 6 apartamentos (1 T1, 3 T3, 1 T4, 1 T2); com 130 e 345 m2
de área útil, 12 lugares de estacionamento e vista privilegiada sobre o rio Tejo e
sobre Lisboa.