Erros a evitar para criar um negócio rentável

Marta Filipe, directora da Your Advisory, aponta os principais erros a evitar num plano de negócios, para que seja viável e rentável
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Ter uma ideia de negócio é bom. Mas será que a ideia é mesmo boa e tem "pernas para andar"? Sejam jovens ou menos jovens empreendedores os estudos indicam que uma boa parte não ultrapassa a primeira linha de um plano de negócios.

"Transformar uma ideia que era um sonho para a vida num negócio viável e rentável, tem que ter atenção a determinadas regras, ou seja evitar cometer erros desde o planeamento", afirma Marta Filipe, diretora da Your Advisory, empresa do Grupo Your.

Existem passos fundamentais, um deles é elaborar um plano de negócios, essencial para a estruturação da estratégia da empresa a criar, mas também para a sua continuidade. " É uma ferramenta fundamental de uso interno e de apoio à gestão, sendo dinâmicos ao longo das fases de implementação do negócio e acompanhando posteriormente a empresa na implementação e divulgação da estratégia pretendida", adverte Marta Filipe.

Outro ponto, "e este é um erro muito comum quando alguém quer avançar para um negócio, é o desconhecimento do meio envolvente, da legislação, do meio político", referiu, acrescentando que "trata-se de fazer um diagnóstico externo, mas também interno face ao externo. Ou seja, é preciso perceber quais são as nossas mais valias e se temos capacidade para o fazer".

Desconhecer a indústria envolvente, os principais fornecedores o seu poder negocial, os principais concorrentes e a sua força no mercado, a existência de produtos substitutos e identificar a força negocial dos principais clientes. Por exemplo, "para abrir um café, é importante saber o que existe na zona, o que oferece, a que clientes, quais os fornecedores, para conseguir uma resposta diferente que atraia clientes", salientou a diretora da Your Advisory.

"Saber identificar claramente quais são os fatores críticos de sucesso em determinado setor e o que condiciona a competição, torna possível responder de forma clara ao que os consumidores querem", diz.

Depois é preciso ter um bom business plan, "o que que se quer do negócio, quais os recursos necessários para o criar, sejam físicos, financeiros ou humanos, sem saber exatamente estes pontos, o negócio pode nunca avançar", lembra Marta Filipe.

Outro erro frequente "é o desconhecimento do processo produtivo, não saber quais os custos de equipamentos, matérias-primas e recursos humanos". O gestor deve conhecer o processo produtivo como um todo, "passando por todos os passos da cadeia de valor. Só assim será possível identificar quais as atividades principais e quais as atividades de suporte, assim como os recursos e competências necessários e disponíveis para fazer face às necessidades em cada momento", sublinhou.

Importante é também a equipa, "não apenas quem se vai recrutar, são as pessoas e a forma como estas interagem que estão na base do crescimento do negócio, mas também as parcerias de negócio. Este ponto é essencial para a criação de valor acrescentado em qualquer organização. Tão importante como os resultados financeiros por si só, é ser capaz de criar uma equipa de trabalho que esteja alinhada e se identifique com os valores e a missão da empresa", salienta.

Empresa

Marta Filipe é diretora da Your Advisory, do Grupo Your, uma empresa especializada em consultoria na criação de empresas, a atuar no mercado há 10 anos, "mas que tem vindo a atualizar os seus seviços, como a criação da Your Advisory, que entendemos ser fundamental neste momento, é uma área core para o grupo, cujo tipo de trabalho já era feito", adianta.

A maioria dos clientes são PME's, "e funciona muito com o passa a palavra, uma empresa cliente e satisfeita recomenda os nossos serviços, desde a contabilidade organizada, até à criação de uma empresa desde a ideia até à sua concretização". O custo depende "dos recursos internos que são utilizados para apoiar esse cliente".

Com sede em Lisboa, as empresas são também maioritariamente da capital, "abrimos um escritório em Cascais, onde temos muitos clientes e sentimos a necessidade de estarmos mais próximos. No Porto temos um gabinete em funcionamento, mas que ainda não está aberto ao público", concluiu Marta Filipe.

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