A Administração Pública está a falhar na recomendação de teletrabalho. Os sindicatos denunciam a situação e o não cumprimento da orientação determinada pelo Governo e que está em vigor desde 1 de dezembro, quando o país entrou em estado de calamidade.
"Até agora, não se notam mudanças em relação ao teletrabalho, mesmo sendo recomendado. Quem já estava manteve-se mas não há mais pessoas em casa", denuncia José Abraão, dirigente da FESAP, sindicato da Função Pública afeto à UGT, segundo a edição deste sábado do semanário Expresso.
O mesmo cenário é referido pelos sindicatos STE (também afeto à UGT) e pela Frente Comum (associado à UGT).
Contactado pela mesma publicação, o ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública afirma: "sendo neste momento o teletrabalho recomendado, cabe aos dirigentes dos serviços e aos trabalhadores acordarem internamente quanto à modalidade de prestação de trabalho a adotar, atendendo à sua organização e funcionamento".
Apesar de a recomendação não estar a ser seguida, os sindicatos afirmam que não estão a receber muitas queixas de funcionários públicos relativamente a esta situação, acrescenta o mesmo semanário.