O maior proprietário de imóveis vazios é o Estado. Ao todo são mais de quatro mil as edificações devolutas já identificadas pelo Governo e que poderão vir a ser usadas para habitação com rendas acessíveis. O Correio da Manhã enumera o Convento da Estrela, o antigo Hospital Miguel Bombarda ou o Palácio Baldaya, em Lisboa e edifício da Defesa Nacional, no Porto, como alguns dos imóveis que estão desocupados e sem utilização.
Existem mais de três mil imóveis que são património do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) bem fase de projeto ou empreitada. E ainda existem mil fogos identificados como devolutos ou disponíveis, que serão promovidos pelo IHRU ou pelos municípios em que estão localizados.
Como explica aquele jornal, várias câmaras municipais já declararam esperar, há anos, que o Estado ceda os seus imóveis devolutos para que possam ser reaproveitados. Como por exemplo, na Figueira da Foz, onde a autarquia quer comprar dois prédios do Ministério da Defesa Nacional para residências de estudantes ou casas a custos acessíveis.
Recorde-se que, segundo os Censos 2021, existem em Portugal 723 215 alojamentos vagos e que destes cerca de 350 mil são passíveis de ser adquiridos ou arrendados. Os restantes 375 mil estão desocupados, maioritariamente devido