Os Estados Unidos voltaram a agravar as sanções junto da Rússia. A administração liderada por Joe Biden anunciou que os norte-americanos não poderão fazer quaisquer negócios com o banco central russo. Também foram congelados os ativos daquela instituição registados no país, refere a edição online da estação CNBC. A medida tem efeitos imediatos.
"Queremos implementar estas medidas antes da abertura dos mercados porque apercebemo-nos durante o fim de semana, junto dos nossos aliados e parceiros, que o Banco Central da Rússia estava a tentar movimentar os ativos", refere fonte ligada à presidência norte-americana, citada pela mesma estação.
A mesma fonte acrescenta: "nunca país é à prova de sanções e o facto de o senhor [Vladimir] Putin ter 630 mil milhões de dólares em reservas [559,3 mil milhões de euros] apenas tem importância se ele as puder usar para proteger a sua moeda".
A decisão dos Estados Unidos surge depois de o Banco Central da Rússia ter mais do que duplicado a taxa de juro local, de 9,5% para 20%, na sequência da desvalorização de 27% da moeda russa durante a madrugada.
No último fim de semana, União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá suspenderam retiraram sete bancos russos do sistema internacional de pagamentos Swift.