Os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos (EAU) assinaram, nesta terça-feira, um acordo de "associação estratégica" superior a 100 mil milhões de euros para projetos de transição energética e produzir 100 gigawatts de energia limpa até 2035.
O acordo, assinado à margem de uma conferência sobre o futuro da energia em Abu Dhabi, na presença do presidente dos Emirados, Mohamed bin Zayed, "visa fortalecer a segurança energética, promover aplicações de tecnologias limpas e apoiar a ação climática", noticiou hoje a agência de notícias oficial dos Emirados, WAM, citada pela agência EFE.
O documento foi assinado pelo ministro da Indústria e Tecnologia dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al Jaber, e o enviado especial e coordenador para Assuntos de Energia dos Estados Unidos, Amos Hochstein, à margem da conferência e feira "ADIPEC", organizada pela Fundação Abu Companhia Nacional de Petróleo de Dhabi (ADNOC).
"Temos o prazer de concluir esta parceria para avançar nos esforços de ação climática e fornecer energia sustentável a preços acessíveis nos Emirados Árabes Unidos, nos EUA e em todo o mundo, com foco nos países em desenvolvimento", disse al Yaber, cujo país sediará a COP28 em 2023.
Também Amos Hochstein confirmou o compromisso de "enfrentar urgentemente a crise climática" e "investimentos significativos" em novas tecnologias para energias limpas.