EUA em parceria com tecnológicas para desenvolver educação quântica

A Casa Branca anunciou uma parceria com tecnológicas como a IBM, Amazon ou Google, para alavancar a investigação quântica no país.
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O gabinete de Ciência e Tecnologia da Casa Branca anunciou que estabeleceu uma parceria à escala nacional para expandir o acesso à educação quântica, numa iniciativa que conta com a participação de várias tecnológicas e de universidades.

Segundo avança a Reuters, o grande objetivo desta iniciativa passa pela expansão do acesso à educação QIS (Quantum Information Science), que abarca temas como a computação, simulações ou comunicações quânticas. A ideia é que possa ser desenvolvido trabalho para apresentar esta área, que é vista por muitos como tendo o potencial para revolucionar várias indústrias, ainda antes de os estudantes chegarem ao ensino universitário.

A parceria possibilitará a partilha de informação entre empresas e universidades, já que o projeto contará com a participação da Universidade de Illinois e da Universidade de Chicago. Do lado empresarial estará assegurada a participação da Amazon Web Services, Boeing, a Google, IBM, Microsoft ou a Lockheed Martin.

Os Estados Unidos já mostraram que estão interessados em desenvolver uma estratégia para a investigação quântica. Em julho, anunciaram um prémio de 75 milhões de euros, a atribuir pela National Science Foundation, para estimular a investigação na área de informação quântica.

Neste momento, várias empresas e institutos estão a desenvolver trabalhos nesta área. A computação quântica está a subir nas prioridades de várias empresas, como é o caso da Google, Microsoft ou IBM. Um computador quântico tem a capacidade para responder a problemas que os supercomputadores mais avançados da atualidade não conseguem, já que os cálculos são feitos de uma forma muito mais rápida.

A educação quântica é uma nova metodologia educacional que tem vindo a ser aplicada nos Estados Unidos, onde o método se baseia nos mesmos princípios da física quântica, ou seja, de que nada é absoluto, tudo é relativo. O conhecimento é assim submetido à prática para que tenha um valor real para os alunos - a teoria indica que isso motiva os estudantes. De acordo com o modelo quântico, toda informação externa precisa antes ser processada internamente pelo aluno antes que de se tornar num conceito fixo.

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