As exportações brasileiras no setor de agronegócios bateram recorde em 2011 ao somar 94,59 mil milhões de dólares (cerca de 74 mil milhões de euros), valor 24% superior ao registado em 2010, informou hoje o Ministério da Agricultura.
A balança comercial do agronegócio terminou o ano com um superavit de 77,51 mil milhões de dólares (60,6 mil milhões de euros), o melhor resultado desde 1997.
Os produtos que mais contribuíram para o bom desempenho foram a soja e seus derivados - farelo e óleo - que juntos tiveram um peso de 38,7% no total das exportações.
A considerar apenas a soja em grãos, houve um crescimento de 47,8% no valor das vendas - que totalizaram 16,31 mil milhões de dólares (12,7 mil milhões de euros)- em função sobretudo do aumento de 30,3% no preço médio do preço internacional da commoditie.
Em volume, o aumento foi de 13,5%, na comparação entre 2011 e 2010.
Outras mercadorias de grande impacto foram as carnes e os produtos do setor do açúcar e do álcool. Este último registou uma subida de 17,45% na receita, que somou 16,18 mil milhões de dólares (12,6 mil milhões de euros).
O aumento deveu-se sobretudo à subida do preço (29,9%), que mais do que compensou a redução de 9,6% na quantidade exportada.
Os produtos florestais ficaram em quarto lugar na lista de exportações do agronegócio, a apresentar 3,8% de crescimento em relação ao ano anterior, com uma faturação de 9,64 mil milhões de dólares (cerca de 7,53 mil milhões de euros).
O café também foi destaque, ao comercializar um volume de 8,73 mil milhões de dólares (6,82 mil milhões de euros), quantia 51,5% superior à de 2010.
Os principais destinos das exportações brasileiras no ano foram os mercados da União Europeia, China, Estados Unidos, Rússia e Japão.
De acordo com o Ministério da Agricultura brasileiro, a meta para 2012 é ultrapassar os 100 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros), o que representará um crescimento de 5,7%.