As exportações da fileira do pinheiro sofreram no ano passado uma redução anual de 7,5%, para 1,7 mil milhões de euros, de acordo com uma análise do Centro Pinus, baseada nos dados do Instituto Nacional de Estatística.
A perda foi menor do que a ocorrida nas restantes indústrias florestais que, no seu todo, viram as exportações cair 9,9%, para 4,7 mil milhões de euros, face a 2019, em linha com o comportamento das vendas nacionais de bens ao exterior (-10,2%, a maior variação negativa desde 2009, segundo o INE).
Na fileira do pinheiro, "o subsetor com o maior contributo para as exportações" é o do mobiliário, onde se verificou uma diminuição de 8,8%.
Nas madeiras (-6,5%), nos painéis e papel (-6,6%) e nas embalagens (-5,8%) as perdas foram similares e abaixo da retração ocorrida no mobiliário de pinho.
O subsetor dos pellets foi o que teve "a diminuição mais acentuada de exportações", com um recuo de 18%, embora o Centro Pinus ressalve que se trata da atividade com "o menos contributo relativo" para as vendas da fileira ao exterior.
A única exceção no conjunto dos subsetores deu-se nos resinosos, que aumentaram a exportação em 1,5%.
O Centro Pinus conclui que "em termos relativos, o conjunto das indústrias florestais manteve o seu contributo para a exportação nacional de bens (8,8%) e a fileira do pinho manteve a sua importância, com um ligeiro aumento absoluto sem grande expressão em termos percentuais".