Os dados são da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Nova Iorque e evidenciam a aposta recente de empresas nacionais no mercado norte-americano.
"Existe claramente uma tendência de crescimento, estando as pequenas e medias empresas do sector a beneficiar dos apoios Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) para a internacionalização", disse o diretor do escritório da AICEP em Nova Iorque, Rui Boavista Marques, à Lusa.
No fim-de-semana passado, cerca de dez empresas portuguesas participaram na International Contemporary Furniture Fair, uma importante feira de mobiliário em Nova Iorque.
Uma das empresas presentes, a KOKET, existe há quatro anos e tem sido muito bem aceite no mercado norte-americano.
"Portugal tem tido uma presença muito forte e respeitada no que diz respeito à qualidade e ao design de produto. A sua qualidade é reconhecida", explicou à Lusa a diretora criativa da marca, Janet Morais.
Janet Morais diz que a empresa "faz questão que a produção seja feita em Portugal por artesãos e joalheiros exímios e com grande experiência, garantindo assim alta qualidade."
O mercado principal da KOKET é Nova Iorque, mas a empresa está presente no resto do país, onde está envolvida na renovação das lojas Saks Fifth Avenue e de alguns hotéis, e no resto do mundo, como nos armazéns Harrods, em Londres.
Além da Koket, estiveram presentes na feira marcas como Boca do Lobo, Delightfull e Brabbu.
A diretora de marketing da Brabbu, Rita Rodrigues, explicou que a empresa decidiu investir nos Estados Unidos porque "é um mercado com uma forte cultura a nível de 'design', com líderes de opinião conhecidos mundialmente e onde as tendências são ditadas."
"Além disso, é um mercado em contínuo desenvolvimento, com muitas oportunidades e grandes empresas de interiores responsáveis por projetos de interiores de hotéis, restaurantes e residências, que são o nosso principal foco", acrescentou a responsável da empresa.
A Brabbu, apesar de ter toda a produção feita em Portugal, nasceu e está registrada nos Estados Unidos, onde vai celebrar o seu terceiro aniversário em setembro.
Neste momento, a marca opera em mais de 30 países e os Estados Unidos encontram-se no 'top 3' desses mercados.
Rita Rodrigues explicou que "nos Estados Unidos mesmo o mobiliário de luxo é produzido em grande escala e, como tal, as oportunidades de fazer peças à medida e com materiais e acabamentos personalizados são menores."
Esta realidade acaba por ser uma oportunidade para as empresas portuguesas.
"O mobiliário português é visto como aquele que permite dar um toque personalizado e especial a cada peça; ou seja, o cliente tem a possibilidade de escolher o aspeto final", adiantou a responsável da Brabbu.
Segundo as últimas estatísticas, de 2012, cerca de 2.300 empresas exportam para os Estados Unidos.