Exportações de peças para carros tocam mínimos de 2016 em novembro

Espanha e Estados Unidos estão a receber cada vez mais componentes de Portugal do que antes da pandemia.
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A falta de peças continua a travar a recuperação das exportações da indústria de componentes para automóveis. No último mês, as vendas para o estrangeiro das peças registaram o valor mais baixo desde 2016, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA).

Em novembro, as exportações de bens para o estrangeiro valeram 812 milhões de euros, menos 13,6% do que em 2020 e menos 9,2,% na comparação com 2019. Para encontrar um registo mais baixo é necessário recuar a novembro de 2016, quando a venda de peças para o estrangeiro valeu 749 milhões de euros.

Apesar dos problemas, tudo indica que as exportações de peças para o estrangeiro em todo o ano de 2021 fiquem acima do número de 2020. Entre janeiro e novembro de 2021, as exportações de peças valeram 8,427 mil milhões de euros, o que compara com os 8,031 mil milhões de euros de 2020.

Ainda assim, os números de 2021 estão 7,9% do registado de 2019: 9,153 mil milhões de euros.

Entre os cinco destinos de exportação, Espanha e Estados Unidos são os únicos mercados que estão a crescer face a 2019: até novembro, as vendas para Espanha valeram 2,438 mil milhões de euros (+0,2% face a 2019); as exportações para os Estados Unidos valeram 435 milhões de euros (mais 22,4% face a 2019).

Em sentido inverso, Alemanha, França e Reino Unido estão com descidas de dois dígitos: as vendas para a Alemanha valeram 1,729 mil milhões de euros (menos 11,1% face a 2019); as trocas com França corresponderam a 982 milhões de euros (menos 23,5%); o comércio com o Reino Unido valeu 400 milhões de euros (menos 49,8% face a 2019).

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