Expresso tem novo site dois meses após ataque informático

Impresa já recuperou todo o arquivo e conteúdos do semanário Expresso, que tem um novo site construído de raíz, a partir desta sexta-feira. Grupo reitera não ter pago qualquer regaste para recuperar arquivo. Novo site da SIC lançado em breve.
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O semanário Expresso tem a partir desta sexta-feira um novo site, com o título a deixar de utilizar o site temporário que tinha sido criado na sequência do ataque informático que bloqueou todos os sites alojados nos servidores grupo Impresa, há dois meses.

O grupo Impresa informou esta manhã que o semanário tem um novo site, com novo grafismo, novas funcionalidades e acesso às edições impressas em formato digital (apenas para assinantes), bem como acesso a todos os conteúdos de arquivo. No entanto, as edições impressas ainda não estão disponíveis para leitura na aplicação móvel do título. Questionada se aquele meio tinha recuperado o site original, bloqueado por cibercriminosos desde o início do ano, fonte oficial explicou que se trata de um site "criado de raiz e executado com um novo grafismo e funcionalidades".

A mesma fonte garantiu que "todos os conteúdos e arquivos foram recuperados", reiterando que o grupo Impresa "não pagou qualquer resgate" pelo acesso ao material que tinha ficado indisponível, após o ciberataque.

"Essa recuperação de arquivos, tal como a construção do novo site, é fruto de um trabalho notável de todos os trabalhadores do jornal", complementou.

No entanto, observando os sites alojados nos servidores do grupo Impresa, verifica-se que apenas o Expresso tem um novo site. Questionado se há previsão para a reconstrução ou recuperação dos sites originais de outros títulos do grupo ou meios parceiros, fonte oficial apenas se referiu à SIC e SIC Notícias: "Em breve, teremos novidades sobre o novo site da SIC e da SIC Notícias". Os conteúdos e arquivos da SIC e SIC Notícias, que estavam disponíveis nos respetivos sites antes do ciberataque, também "estão recuperados".

A 2 de janeiro, a Impresa confirmou ter sido alvo de um ataque informático que tornou inacessíveis os site alojados nos servidores do grupo de media. Além do Expresso e da SIC, ficaram inacessíveis os sites da revista Blitz, da Opto (plataforma já recuperada), da AdVNCE, do jornal regional O Mirante, da revista corporativa Energiser.pt, da Galp, e do projeto de fotojornalismo Olhares. Pouco tempo depois, a Impresa lançou sites provisórios.

O ciberataque foi reivindicado pelo Lap$us Group. "Os dados serão vazados caso o valor necessário não for pago. Estamos com acesso nos painéis de cloud (AWS) entre outros tipos de dispositivos. O contacto para o resgate está abaixo", lia-se na mensagem deixada pelos hackers aquando do bloqueio dos sites. Os piratas informáticos deixaram contactos para o pagamento de um resgate (os valores não foram revelados), mas a Impresa garante que não o fez nem foi contactada para tal.

O caso continua a ser investigado pela Polícia Judiciária e pelo Conselho Nacional de Cibersegurança. O Ministério Público também está a investigar o caso.

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