Um grupo de defesa dos consumidores nos Estados Unidos está a tentar convencer as administrações dos hospitais para que não permitam restaurantes da McDonald's nas suas instalações.
A iniciativa do Corporate Accountability International (CAI) segue-se à campanha realizada pelo grupo para que a cadeia de restaurantes de comida rápida deixe de fazer comunicação para crianças. Embora outras cadeias também marquem presença em hospitais, o grupo está a focar a sua atenção apenas na McDonald's. Para o CAI, o facto da empresa estar nos hospitais cria uma maior afinidade com as crianças. "Quanto menos as crianças estiverem expostas à fast food e ao seu marketing, menos probabilidades terão de sofrer de doenças relacionadas com a sua dieta, como a diabetes de tipo B", diz Sara Deon, responsável da campanha da CAI, citada pela Ad Age. "A McDonald's tem uma longa história de colocar um carimbo de saudável numa marca inerentemente não saudável", continua.
De acordo com a CAI, a Cleveland Clinic e Children's Memorial Hospital de Chicago estão entre os hospitais que têm cadeias McDonald's. A estação pública NPR noticiou recentemente que a Cleveland Clinic ao tentar pôr fim ao contrato com a cadeia de restauração debateu-se com inúmeras dificuldades, tendo optado por deixar chegar ao fim o contrato de dez anos com a McDonald's. Em contrapartida retirou do menu as bebidas açucaradas e comidas fritas.
Apenas 27 hospitais nos Estados Unidos têm restaurantes da cadeia nas suas instalações, adiantou um porta-voz da McDonald's à Ad Age. "A McDonald's promove a ideia que [o importante] não é onde se come; mas sim quanto a pessoa opta por consumir em cada refeição", comenta Danya Proud. A porta-voz lembra que a cadeia tem uma oferta diversificada que permite a combinação de alimentos que cumprem as recomendações do governo em termos de calorias diárias ingeridas.