Fim da linha. Saab entra em falência

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Depois de falhada a compra por parte dos chineses da Youngman e Pang Da, a Saab entrou com um processo de falência no tribunal distrital de Vanesborg, na Suécia. A General Motors bloqueou a entrada dos investidores chineses, que queriam financiar a reestruturação da empresa, por desacordo quanto às licenças.

Segundo a AFP, o tribunal está a analisar o pedido e deverá indicar uma decisão ainda hoje. No site do tribunal consta a entrega de processos por três companhias do grupo automóvel: Saab Automobile Aktiebolag, Saab Automobile Tools AB e Saab Automobile Powertrain.

"O tribunal pretende analisar o pedido e nomear um liquidatário rapidamente", lê-se no comunicado. O tribunal tinha marcado uma audiência para decidir sobre a prorrogação ou não prazo da protecção de credores, sob o qual a Saab estava a negociar um possível salvamento.

O CEO da Saab, Victor Muller, estava a dar o tudo por tudo para chegar a acordo com os investidores chineses. No entanto, o anterior dono da Saab, General Motors, disse repetidamente que se recusava a transferir as licenças da tecnologia necessária para as empresa chinesas em causa.

A General Motors tinha vendido a Saab à Swedish Automobile em 2010 por 308 milhoes de euros, mas reteve uma série de licenças de tecnologias. Em Abril deste ano, a Saab teve de suspender a produção porque os fornecedores deixaram de entregar peças, devido a falta de pagamento.

A empresa sueca, que construiu o primeiro carro há 60 anos, tem 3700 empregados.

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