Falar de finanças pessoais ainda pode ser um tema tabu para muitas pessoas e em Portugal não é exceção. Diz a Klarna - a fintech sueca que permite fazer compras online parceladas - que 52% dos portugueses não se sente confortável a falar sobre as suas finanças, embora 79% tenha uma elevado interessa no tema.
As conclusões são do Money Management Pulse do segundo trimestre deste ano, que a tecnológica financeira sueca levou a cabo. Segundo o relatório, que engloba respostas de mais de 19 mil pessoas de 18 países, a percentagem de portugueses interessados em saber sobre finanças pessoais está acima da média dos inquiridos (70%), tendo apenas a Grécia alcançado um valor maior, de 85%.
Diz também o Money Management Pulse que embora as finanças pessoais sejam um tema mais debatido por homens, na maioria dos países que participaram no estudo, é em Portugal, Grécia e Noruega que as mulheres expressam um interesse maior em falar sobre o mesmo.
Para saber mais sobre este assunto, diz o relatório, 40% dos americanos inquiridos refere que procura saber junto de influenciadores de redes sociais informação sobre o tema, enquanto 15% dos portugueses preferem recorrer a livros e revistas especializadas no tema das finanças pessoais (23%).
Pagar em dinheiro começa a cair em desuso, aponta o Money Management Pulse. Dos 18 países que contribuíram para as conclusões do relatório, apenas dois continua a preferir o dinheiro físico como forma de pagamento. Em Portugal, e comparando os dois trimestres deste ano, "há um crescimento na preferência de pagamento através do telemóvel (25% vs 31%), com o pagamento através de cartões físicos a cair (53% vs 47%)", diz a Klarna.
A preferência da Gen Z pelas formas de pagamento digitais e mobile é clara, sendo que 48% desta geração já está a fazer os seus pagamentos através de dispositivos móveis.
E no que à situação financeira diz respeito, 44% dos participantes no estudo acredita que a sua situação financeira será melhor daqui a um ano vs 19% que pensa o contrário. Aliás, a maioria dos países está otimista quanto a esta situação, com apenas a Áustria e a Republica Checa a "considerarem que as suas situações financeiras serão piores daqui a um ano".