Fórum Económico Mundial propõe reformas aos 70 anos

Oito maiores sistemas de pensões podem registar um défice de 400 biliões de dólares (356,4 biliões de euros) em 2050
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"O aumento expectável da longevidade e o consequente envelhecimento das populações é o equivalente financeiro às alterações climáticas." A frase do responsável de sistemas financeiros e de infraestruturas do Fórum Económico Mundial (WEF), Michael Drexler, dá o mote para a proposta da entidade que gere o Fórum de Davos: a subida da idade da reforma para os 70 anos nos países mais desenvolvidos. Ou isto ou os oito maiores sistemas de pensões podem registar um défice de 400 biliões de dólares (356,4 biliões de euros) em 2050. Em 2015, este défice era de 70 biliões de dólares.

A população com mais de 65 anos em países como Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Holanda, Canadá, China, Índia e Austrália deverá mais do que triplicar, dos atuais 600 milhões para 2,1 mil milhões em 2050. "Temos de lidar com isto agora ou aceitar que isto poderá consequências adversas, que poderão prejudicar as gerações futuras, e condicionar os nossos filhos e netos", acrescenta o mesmo responsável, citado pelo The Guardian.

O estudo "We'll Live to 100 - How can we afford it?" aponta que o défice de financiamento do sistema de pensões poderá continuar a crescer mais do que a taxa de crescimento da economia, devido aos efeitos de envelhecimento da população. Os baixos retornos de investimento e a falta de literacia financeira também são outros dos desafios apontados pelo WEF.

O WEF chegou a esta conclusão através das estimativas da diferença da poupança de pensão no montante necessário para garantir a uma pessoa uma reforma equivalente a 70% do salário recebido enquanto trabalhador. Com a reforma a corresponder a 70% do salário, uma pessoa reformada pode manter um padrão de vida equivalente ao que tinha no ativo, porque paga menos impostos.

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