O logótipo das grandes marcas de luxo vende qualquer coisa em qualquer parte do mundo. Cintos, malas, perfumes, camisas...e até há bem pouco tempo vendia frango frito de assinatura Louis Vuitton.
Chama-se Louis Vuitton Dak - tondak significa frango na Coreia - e é fruto da imaginação de um sul coreano que utilizou a casa francesa para escalar o seu negócio, acreditando que iria vender mais frango, e a preços mais elevados, se a sua marca estivesse associada à retalhista de luxo.
Assim, criou um negócio com nome, logo, e embalagens muito semelhantes às originais, mas totalmente à margem da lei.
A colagem acabou nos tribunais. A Louis Vuitton processou, em setembro, o sul coreano por utilização indevida de imagem e por destruição de valor e prestígio. E, depois de alguns meses de litígio, o sul coreano - chama-se Kim - foi condenado.
A Louis Vuitton Dak terá de pagar 12 750 euros por danos.
Ao mesmo tempo, foi obrigado a mudar o nome da marca e todo o logotipo associado. Chama-se agora 'Louis Vui Tondak'.
A casa francesa é uma das mais falsificadas no mercado das malas. Mas o comércio dos produtos contrafeitos tem uma dimensão global e um impacto económico superior a 85 mil milhões de euros na União Europeia e a 338 mil milhões em todo o mundo. Isto equivale a 2,5% do total de comércio mundial, refere a Euipo, departamento europeu que zela pela propriedade intelectual e a OCDE.