Frente Comum rejeita "proposta de empobrecimento" e insiste em aumentos de 10%

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública diz que a atualização "não responde à necessidade de aumento de todos os trabalhadores para fazer face à perda do poder de compra".
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O secretário-geral da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (Frente Comum), Sebastião Santana, rejeita a "proposta de empobrecimento" apresentada pelo governo para a atualização salarial da Função Pública, afirmou esta segunda-feira, no final da reunião com a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires.

"A proposta fica muito aquém da inflação média verificada para este ano, de 7,7%, não responde à necessidade imediata do aumento de todos os trabalhadores para fazer face à perda do poder de compra", atirou o dirigente sindical.

Sebastião Santana insiste "num aumento intercalar imediato já este ano e numa subida de 10% em 2023, sendo no mínimo de 100 euros para todos os trabalhadores".

"O governo apresenta uma proposta de aumento médio de 3,6% para 2023 quando a inflação deste ano deverá atingirá os 7,7%, é claramente insuficiente", sublinha.

O dirigente sindical afirmou que "não houve abertura por parte do governo para negociar um aumento imediato intercalar". Quanto ao subsídio de refeição, que a Frente Comum defende que suba de 4,77 euros por dia para 9 euros, Santana referiu apenas que "o governo mostrou intenção" de abordar o tema, mas sem concretizar.

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