A Galp exportou 3,3 milhões de toneladas de combustíveis o ano passado, mais 24% que em 2011, e neste momento a empresa já vende para fora da Península Ibérica o dobro da gasolina consumida em Portugal.
"Estamos a exportar um pouco mais de um milhão de toneladas de gasolina por ano, que é o dobro do nosso portfolio em Portugal", revelou o presidente-executivo da Galp, Ferreira de Oliveira, na conference call de apresentação dos resultados de 2012 aos analistas. A petrolífera está a exportar este combustível "fundamentalmente para o México e para os EUA", um dos principais mercados da Galp, revelou.
Ferreira de Oliveira salientou ainda que a petrolífera portuguesa exporta produtos refinados para um total de 52 países, "da Alemanha à Suazilândia". Além da gasolina, o fuelóleo é outro dos combustíveis mais procurados pelos importadores. Neste caso, o destino principal foi a Holanda, que procurou "sobretudo" o fuelóleo para navios, explicou o CEO da companhia petrolífera.
Contributo de 0,25% para o PIB
No ano passado, a Galp registou um aumento das exportações para fora da Península Ibérica, tanto em volume como em receitas. No volume, como já referido, o aumento foi de 24%, totalizando 3,3 milhões de toneladas; nas receitas geradas, a subida foi de 34%, somando 3,2 mil milhões de euros, o que representa já "mais de 7% do total das exportações portuguesas", adiantou Ferreira de Oliveira aos jornalistas.
Este crescimento surge depois da paragem técnica da refinaria de Sines realizada no primeiro semestre do ano ter diminuído o volume de produtos disponíveis para exportar. É que esta quebra acabou por ser compensada pela descida do consumo de combustíveis em Portugal e Espanha, que deixou mais produtos refinados para vender no exterior.
É por isso que a expectativa de Ferreira de Oliveira é que, agora que as obras na refinaria de Sines já estão concluídas, a empresa reforce ainda mais as exportações e que, este ano, elas possam contribuir entre 0,15% e 0,25% para o produto interno bruto (PIB) de Portugal.
Estas estimativas só são possíveis porque, com as refinarias de Sines e Matosinhos modernizadas e a funcionarem em pleno, a Galp Energia vai começar a produzir gasóleo suficiente para abastecer Portugal e até para o mercado de exportação. A Europa deverá ser o principal destino deste tipo de combustível.