Vítor Gaspar mostra-se positivo e nada pessimista em relação ao futuro de Portugal, porque como refere, os resultados do programa de ajustamento talvez possam surgir mais cedo e com menos custos do que o esperado.
No artigo de opinião que escreveu para a revista Visão, o ministro das Finanças traça uma linha do comportamento de Portugal desde 1974 até 2014 e diz com convicção que "o ajustamento será bem sucedido".
Para o ministro esta questão "tem enorme relevância para a generalidade dos portugueses" e arrisca a dizer que existem "três razões" para se acreditar que o futuro vai ser mais risonho.
Diz o ministro que "em primeiro lugar o programa incorpora uma estratégia de ajustamento completa e equilibrada" sendo que Gaspar considera que abrange todos os elementos fundamentais da economia: "sustentabilidade das finanças públicas, eliminação do défice externo e a necessidade de promover o crescimento do produto potencial e competitividade da economia".
Em segundo lugar o ministro considera o plano robusto, sendo que traz ajustamento macroeconómico e em simultâneo condições de crescimento. Em terceiro lugar o Vítor Gaspar diz que é um programa que "permite recuperar gradualmente a confiança e credibilidade", sendo que "o cumprimento repetido dos objetivos permitirá a Portugal acumular confiança e credibilidade interna e externa".
Talvez seja este o motivo da boa disposição do ministro das Finanças português, até porque como afirma "Portugal cumpriu os limites quantitativos imperativos do programa e a generalidade das iniciativas em matéria de reformas estruturais".
Vítor Gaspar não esquece, todavia a acumulação excessiva de desequilíbrios macroeconómicos dos últimos 15 anos, o forte recurso ao crédito, o acumular da dívida, enfim, o viver acima das possibilidades a que os portugueses se habituaram e que conduziu a um país pouco protegido para tempos de vacas menos gordas. Não esquece também que "Portugal não regista, desde 1974, um único ano de excedente orçamental". Ainda assim acredita que em 2014 algo já poderá ser diferente porque como defende, o programa é a base "para o sucesso do nosso ajustamento."