Gestora de ativos Nordea AM quer consolidar presença em Portugal

<em>Hub</em> de Lisboa, inaugurado no ano passado, é o terceiro da principal gestora de investimentos nos países nórdicos e já conta com uma equipa de 95 pessoas.
Publicado a

A gestora de ativos Nordea Asset Management (NAM), que presta serviços a clientes nacionais há alguns anos, já conta com 95 pessoas a apoiar as suas atividades globais a partir do hub em Portugal - inaugurado em 2022 - e tem planos para consolidar a presença no país e recrutar, disse ao Dinheiro Vivo a diretora regional da NAM para a Península Ibérica, América Latina e Ásia, Laura Donzella.

Apesar de ter mais dois grandes centros de operações em Copenhaga e no Luxemburgo, a proximidade geográfica de Lisboa, segundo a responsável, "faz uma diferença significativa na oferta do melhor serviço aos clientes nos mercados português e latino-americano". A par da localização estratégica, também o fácil acesso ao talento na capital foi determinante para a escolha da NAM.

"Descobrimos que Portugal preenche muitos dos requisitos para nos ajudar a resolver este problema, nomeadamente, o elevado nível de conhecimento de inglês, a existência de universidades de renome, um ecossistema fintech em crescimento e o fácil acesso a partir de outros locais importantes, como o sul da Europa", explicou, acrescentando que a iniciativa de edificar um centro no país provou ser a decisão correta.

Durante o último ano, o hub português terá sido aproveitado "com sucesso" em toda a cadeira de valor, por via de uma "equipa de apoio completa", com capacidades em pedidos de propostas, ESG (práticas relacionadas com o meio ambiente, social e governança), marketing, relatórios de fundos e serviço ao cliente, mas também em análises comerciais, vendas, apoio jurídico e operações de títulos e de câmbio.

Neste sentido, e com o país a representar uma boa base operacional para a gestora de ativos, a perspetiva a longo prazo é de investimento contínuo no centro de operações lisboeta, visando a sua expansão. Além de querer continuar a contratar para este hub, a empresa promete encetar esforços para "fazer parte da comunidade e dos ecossistemas locais", bem como "desenvolver soluções em estreita cooperação com os atores financeiros residentes" e fomentar as colaborações com universidades.

Sobre os clientes portugueses, especificamente, Laura Donzella afirmou que, ainda que se esteja a assistir a uma ligeira exposição dos investidores a outro tipo de soluções, o perfil característico do investidor nacional "mantém-se conservador e, por isso, privilegia muito as estratégias defensivas, em que a maior parte da carteira se concentra no longo prazo e não em ganhos rápidos".

Já quanto ao país, a diretora regional da NAM disse estar "a mudar rapidamente" e que "os esforços do governo para estabilizar a economia e aumentar a sua competitividade internacional estão a facilitar o investimento e a realização de negócios por parte de empresas estrangeiras". O mercado imobiliário, em particular, "continua a apresentar bases sólidas" e é de se destacar os vários setores em fase inicial de crescimento, como, por exemplo, o da habitação para estudantes e seniores, e o dos cuidados de saúde.

Ao nível de tendências, por último, a responsável apontou que as políticas ESG passaram a ser uma força dominante em Portugal, "pelo que os critérios de sustentabilidade têm sido tidos em conta na maioria dos novos projetos, o que deverá impulsionar a procura de produtos ESG".

Atualmente, a Nordea Asset Management - que pertence ao maior grupo de serviços financeiros da região, o Nordea Group, e se identifica como a principal gestora de investimentos nos países nórdicos - tem 241 mil milhões de euros em ativos sob gestão.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt