A GoParity, plataforma portuguesa de investimento de impacto, tem a partir desta segunda-feira uma identidade visual - revista para refletir o novo posicionamento - e uma nova app, através da qual pretende apoiar os utilizadores a converterem-se em investidores de impacto.
A empresa revelou também que em junho ultrapassou pela primeira vez o marco de um milhão de euros para financiamento de empresas e projetos de impacto, num só mês, tendo o mês passado sido o melhor de sempre da GoParity. Ao todo a fintech conta já com mais de 22 mil utilizadores e tem 180 projetos sustentáveis no seu currículo. O que perfaz 15 milhões de euros entregues para a sustentabilidade.
Deste total, cinco milhões foram investidos durante o presente ano, contra os 6,6 milhões de euros que de 2021.
Nuno Brito Jorge, CEO da Goparity congratula-se com o feito mas diz que "ainda há muito a fazer".
Como refere a fintech, a app tem funcionalidades que até agora não existiam na plataforma e oferece "uma experiência totalmente renovada para o utilizador, com serviços financeiros de poupança, investimento e financiamento".
Esta aplicação foi baseada numa solução que ajuda o utilizador a entender as finanças de impacto e a cultivar as suas finanças, explica a GoParity. "Um dos destaques vai para uma calculadora de impacto "gamificada" que simula o crescimento de vegetação num pedaço de terra", exemplifica a empresa.
Com esta funcionalidade o utilizador fica a perceber a quantidade de dióxido de carbono que foi evitada a cada investimento que faz. Como? Através do percurso de crescimento de uma semente. Ou seja, à medida que o investimento cresce, também o impacto gerado e o crescimento da vegetação crescem nesse pedaço de terra, demonstra a GoParity, que afirma que esta app é dirigida a todas as pessoas e empresas que "querem fazer parte da solução e privilegiam investimento ético em detrimento de produtos financeiros tradicionais".
"Às vezes achamos que o nosso dinheiro está parado numa conta mas na verdade ele não está, o mais provável é que esteja a financiar projetos em indústrias poluentes, como por exemplo combustíveis fósseis, ou outros que não estejam alinhados com os seus valores.", explica Nuno Brito Jorge.
A app está disponível a partir desta segunda-feira, em iOS e Android.