Governo abre a porta à alemã Lufthansa na TAP

A Comissão Europeia ainda não deu luz verde ao plano de reestruturação da TAP. Por considerar que há questões que têm de ser analisadas aprofundadamente abriu uma investigação. O Jornal Eco avança que o governo gostaria de ver a germânica Lufthansa a entrar no capital da TAP, algo que ajudaria a desbloquear a reestruturação.
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A entrada da gigante da aviação Lufthansa no capital da TAP poderia gerar sinergias mas também poderia ajudar a que a Comissão Europeia aprovasse o plano de reestruturação da TAP, avança o jornal económico online Eco.

Esta sexta-feira, a Comissão Europeia voltou a aprovar a Ajuda de Estado de 1200 milhões de euros à TAP. Mas decidiu também abrir uma investigação para avaliar se o plano de reestruturação da companhia aérea está em linha com as regras da UE sobre ajudas de Estado atribuídas a companhias em dificuldade.

O Eco avança que esta investigação vai demorar, pelo menos, três meses, o que, a confirmar-se, atira a decisão de Bruxelas para o último trimestre deste ano. Ainda assim, estes três meses serão o tempo que o governo terá para convencer a Comissão da bondade do plano de reestruturação da TAP.

Um dos argumentos que Lisboa poderá usar em Bruxelas para isso será a entrada de um privado no capital da TAP. E a Lufthansa, que já no passado terá estado interessada em entrar no capital da TAP, poderá ser o parceiro escolhido. Segundo o jornal, o Governo já fez contactos com a Lufthansa para que a companhia possa entrar na TAP, com uma posição minoritária - algo que, diz o jornal, seria visto com bons olhos pela Comissão Europeia e ajudaria a desbloquear a aprovação do plano de restruturação.

O Eco avança mesmo que a Lufthansa também estará interessada em entrar na TAP, tendo já dado sinais ao Governo nesse sentido. Para que esta intenção se materialize será necessário que a Lufthansa, que também recebeu apoio público no ano passado, embora com contornos diferentes dos da TAP, devolva esse dinheiro. Caso contrário, e de acordo com as regras europeias, não pode entrar no capital de outra empresa.

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