Governo admite atualização de rendas antigas

Proposta de Orçamento do Estado para 2022 admite atualização de rendas antigas em função dos rendimentos dos inquilinos. Proprietários dizem que de pouco adianta.
Publicado a

O Governo propõe que algumas rendas antigas sejam alvo de atualização em 2022, o que a avançar será feito em função dos rendimentos dos inquilinos.

A proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) suspende a contagem do período transitório para os contratos de arrendamento antigos, que acabaria a partir de 2022, mas admite que algumas das rendas em causa sejam descongeladas.

A notícia é avançada esta quinta-feira pelo Jornal de Negócios, que adianta que os proprietários dizem que de pouco adianta a medida.

A proposta do Governo admite uma atualização da renda "de acordo com a taxa de esforço" do inquilino, ou seja, em função dos seus rendimentos.

O jornal cita um esclarecimento da Secretaria de Estado da Habitação (SEH), que indicou que esta medida se aplicará a todos os inquilinos "que estão abrangidos pela norma-travão".

O Negócios lembra que quando foi revisto o regime do arrendamento urbano, em 2012, foram fixados limites aos valores das rendas depois da atualização dos contratos antigos e foi criado um período transitório, durante o qual a nova renda deveria manter-se sem alterações.

Para as famílias com dificuldades financeiras, a lei previu uma renda máxima correspondente a uma taxa de esforço de 25% e um prazo transitório de cinco anos.

Quando estava quase a terminar aquele prazo, em 2017, o período transitório foi prolongado para oito anos e em 2020 voltou a ser alargado para um prazo de dez anos.

Dado que a lei das rendas entrou em vigor em 2012, os contratos que tenham sido logo atualizados poderiam ter as suas rendas atualizadas para valores de mercado já no próximo ano, salienta o jornal.

Mas o Governo propõe na proposta de OE para 2022 que o prazo do período transitório fique suspenso durante 2022 ou até à conclusão de um relatório que o Executivo vai pedir ao Observatório da Habitação e da Reabilitação Urbana. O objetivo será apurar quantas famílias estão em causa e propor medidas, incluindo para o subsídio de renda "garantindo a sua idoneidade".

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt