Governo admite avançar com novas medidas de apoio ao emprego e às empresas

Cerca de 58 mil empresas aderiram aos instrumentos de apoio criados após o lay-off simplificado, abrangendo perto de 470 mil trabalhadores.
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O Governo está a avaliar a criação de novas medidas de apoio à manutenção do emprego e às empresas, para além das que já estão em vigor e que vão ser estendidas para o próximo ano.

"Acho que, em função da circunstância que agora estamos a ter de agravamento das condições sanitárias com impacto na situação económica, o Governo deve ponderar novas medidas de apoio ao emprego e às empresas em devido tempo daremos nota disso mesmo e isso deve avançar tão cedo quanto necessário", indicou o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, no final da reunião da Comissão Permanente da Concertação Social (CPCS).

No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2021, o ministro das Finanças já tinha sinalizado essa intenção. "Enquanto durar a pandemia, o Governo não deixará de continuar a apoiar o emprego ajudando as empresas a suportar parte dos custos do trabalho nos setores mais atingidos pela crise", garantiu João Leão.

Agora, Siza Vieira deu mais alguns detalhes, afirmando que "aquilo que queremos é assegurar que as empresas preservam a sua capacidade produtiva e os postos de trabalho necessários para responder às necessidades dos seus clientes no momento em que estas restrições são aliviadas."

Em relação a apoios já no terreno, o ministro da Economia lembrou que "algumas das medidas que estão em vigor, como o apoio à retoma progressiva, serão prorrogadas para o próximo ano e estamos disponíveis para avaliar como é que poderão ser adaptadas em função da experiência da sua aplicação."

58 mil empresas aderiram

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião com os parceiros sociais, dedicada à avaliação da evolução da pandemia, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social fez um novo balanço da adesão das empresas aos instrumentos de apoio criados após o fim do regime do lay-off simplificado.

"Até ao momento, nestes instrumentos que foram criados - o apoio à retoma ou o incentivo à normalização da atividade - temos 58 mil empresas, abrangendo cerca de 470 mil trabalhadores", detalhou Ana Mendes Godinho.

Questionada sobre qual o nível de quebra de faturação destas empresas, a ministra adiantou que, na sua maioria, "são empresas que têm quebras superiores a 75%", lembrando que está aberto o prazo para "apresentação de pedidos por parte das empresas para os meses de setembro e outubro e que serão abrangidas pelo apoio à retoma já com as novas regras", concluiu.

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