"As privatizações são necessárias em situações em que as empresas não se conseguem desenvolver na órbita do Estado, quanto mais não seja por estarem limitadas por serem empresas públicas. Logo, havendo tempo, não há razão para não haver mais privatizações, por isso, sim, ainda é possível haver mais privatizações nesta legislatura", disse no briefing do Conselho de Ministros.
Isabel Castelo Branco não adiantou quais as entidades em causa, à excepção da Carristur, mas explicou que, no limite, podem ser "todas as empresas que funcionam em ambiente competitivo e que não se conseguem desenvolver na órbita do Estado".
Ou seja, entidades que, por públicas, se veem limitadas na sua gestão, nas capacidades de financiamento e até nos aumentos salariais que estão limitados pelo Orçamento do Estado.
Até agora o Governo já vendeu as participações que ainda detinha na EDP e na REN, privatizou a ANA Aeroportos, os CTT, a EGF - a empresa que gere a recolha e tratamento de lixo no país - e ainda a Fidelidade e a HPP, do universo Caixa Geral de Depósitos.
No total, já encaixou 9,4 mil milhões de euros, muito mais que os cinco mil milhões inicialmente previstos pelo Governo quando lançou o programa de privatizações.
Falta ainda concluir a venda da TAP, que está ainda em curso e deverá estar concluída em julho, e ainda da CP Carga e agora da EMEF - Empresa de Manutenção e Equipamento Ferroviário, que o Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros e que espera que esteja concluída até ao final da legislatura.