Governo nacionaliza "Compro o que é nosso" e triplica empresas aderentes

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O Governo tomou posse do "Compro o que é nosso", criado pela Associação Empresarial de Portugal. O novo "Portugal sou eu" quer incluir três mil empresas, o triplo das aderentes ao programa anterior.

"Não perguntem só à economia o que pode fazer pelos cidadãos, os cidadãos podem decidir - todos os dias - o que podem fazer pela economia", disse o ministro Álvaro Santos Pereira, na apresentação do "Portugal sou eu", ontem, na Exponor. Está na "mão" das três mil empresas (são apenas 1000 no "Compro o que é nosso") que o Governo quer ver aderir ao projeto e dos consumidores portugueses conseguir dar o impulso à "reindustrialização" do país para que "a indústria represente 20% do PIB em 2020".

O programa, também presente online, em "portugalsoueu.pt", poderá ter impacto também a nível do emprego: "Cada 1% de aumento de vendas das empresas com incorporação nacional terá um impacto direto no curto prazo de 0,2% em termos de emprego e que pode chegar aos 0,7% no longo prazo", explicou o secretário de Estado do Emprego, Carlos Oliveira. Se "em cada cabaz de compras [de produtos importados], os consumidores passarem a adquirir 5 euros de produtos nacionais, isso pode levar a um impacto importante na economia", o que poderá "significar pelo menos 700 milhões de euros por ano para a balança comercial do país".

Ao contrário do que sucedia com o "Compro o que é nosso", o "Portugal sou eu" abrange todas as atividades, desde a agricultura até à distribuição. Álvaro Santos Pereira assegurou que envolverá "cidadãos, empresas e entidades públicas" e que "a iniciativa visa estimular as compras nacionais, incluindo o Estado e as suas empresas".

Paulo Nunes de Almeida, vice-presidente da AEP, fez questão de salientar que os consumidores "não consomem um produto português só porque é patriótico" e que a medida lançada pela AEP em 2006 revolucionou, simultaneamente, as empresas e os consumidores. "Há seis anos, não nos incomodávamos em ver qual seria a origem dos produtos. Mas se compramos o que é português, também é porque tem qualidade. O mercado é implacável", concluiu.

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